"Ficou acordado dentro daquele acordo que não haveria aval da União", disse Roman, durante audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) realizada nesta quinta-feira.
Ele afirmou que um aval da União terminaria por transformar um problema regional em nacional, o que não parecia oportuno na época em que o acordo foi firmado.
O procurador da República Ubiratan Cazetta disse, por sua vez, que o acordo para socorrer o BRB não pode "forçar" as instituições financeiras e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a conceder assistência ao banco.
"O melhor dos desenhos é sim garantir a higidez do BRB, mas há limites: não podemos forçar quem não é parte a conceder uma assistência, no caso do FGC, e a conceder uma garantia por parte do sindicato dos bancos, porque eles não são parte desse processo", afirmou Cazetta, que é chefe de gabinete do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e que falou na audiência no STF sobre o tema como representante do Ministério Público Federal (MPF).
Ele disse ainda que a negociação feita em junho "era uma obrigação de meio, não uma obrigação de resultado". "Não estávamos ali obrigando os bancos, ou quem quer que seja, a aceitar ou a cumprir aquilo."
(Com Agência Estado)
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