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Economia Sexta-feira, 31 de Julho de 2026, 10:00 - A | A

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Sexta-feira, 31 de Julho de 2026, 10h:00 - A | A

Membro do Fed defende aperto gradual para evitar que inflação se torne arraigada

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Minneapolis, Neel Kashkari, defendeu que o Fed aperte a política monetária de forma gradual para reduzir o risco de a inflação se tornar persistente em um patamar mais alto. Ele afirmou que votou contra a decisão na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) nesta semana porque preferia elevar a faixa-alvo dos Fed Funds em 25 pontos-base.

Em comunicado sobre o voto dissidente, Kashkari disse nesta sexta-feira que a inflação está acima da meta de 2% há mais de cinco anos e atribuiu o movimento, em parte, a uma série de choques de oferta, citando interrupções nas cadeias de suprimentos durante a pandemia, a guerra na Ucrânia, a guerra comercial e, mais recentemente, o conflito com o Irã. Ele acrescentou que o forte investimento em data centers também adicionou um novo componente de demanda à inflação enfrentada pelos americanos.

Kashkari afirmou que, embora a política monetária possa "olhar além" de choques de oferta isolados, uma sucessão desses choques pode elevar o risco de a inflação se tornar persistente em um nível mais alto.

Ele comparou a situação aos anos 1970, quando autoridades inicialmente atribuíram a inflação elevada a choques de oferta em commodities, alimentos e energia, mas depois concluíram que era necessário apertar a política monetária para derrubá-la.

Para administrar esse risco, Kashkari disse que preferiria apertar a política de forma gradual, à medida que novos dados sobre inflação e emprego forem divulgados. Se a inflação permanecer alta, ele avalia que uma série de pequenos movimentos seria melhor do que esperar e, mais adiante, concluir que seriam necessárias ações mais duras. Por outro lado, se a inflação ceder de forma sustentada, essa estratégia permitiria ao FOMC desacelerar ou pausar ajustes posteriores, sem impacto desnecessário sobre a economia real.

(Com Agência Estado)

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