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Economia Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026, 11:00 - A | A

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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026, 11h:00 - A | A

Lula consulta interlocutores sobre BC e reação a Guilherme Mello é 'do jogo', diz Haddad

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira, 10, que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), consulta interlocutores sobre indicações ao Banco Central e que a reação ao nome do secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, é "do jogo". A declaração foi realizada da CEO Conference Brasil 2026, organizada pelo BTG Pactual, em São Paulo.

Ele afirmou que se sentiu à vontade para dizer que Mello e economista Tiago Cavalcanti, outra sugestão de Haddad, tinham pretensões para o BC e que não há problema nisso.

Segundo ele, a reação ao nome de Haddad para a Fazenda foi ainda pior que a de Mello para o BC.

"O presidente consulta os seus principais interlocutores na área econômica e pergunta se a pessoa tem alguma sugestão, não é uma indicação, é uma sugestão. Eu recebi dessas duas pessoas uma indicação de que tinham disposição em colaborar com o Brasil nessa posição e fiz chegar tanto ao presidente do Banco Central quanto ao presidente da República 90 dias atrás", disse o ministro da Fazenda.

Perguntado sobre uma possível mudança na autonomia do Banco Central aventada pelo PT, Haddad disse que responde por sua atuação na Fazenda.

Sobre uma ideia de alterar a meta de inflação, Haddad disse que por ele esta seria mantida, mas deixou o futuro em aberto.

"Quando você está no governo, você tem que olhar um conjunto de variáveis conjuntamente, que muitas vezes gera constrangimentos reais que precisam ser observados para você não causar desfuncionalidades. Essas decisões são muito delicadas, como foi delicado em tomar a decisão de mudar do calendário para a meta contínua", declarou o ministro.

Para ele, a meta de inflação contínua permite que BC trace estratégia racional para convergência: "Eu respondo pelo que eu fiz e o que eu manteria a meta de inflação, se eu permanecesse na Pasta."

(Com Agência Estado)

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