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Economia Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2026, 18:00 - A | A

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Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2026, 18h:00 - A | A

Juros: exterior ajuda e taxas curtas cedem, com leve alta nas intermediárias e longas

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Os juros futuros negociados na B3 passaram ao largo da dinâmica de correção nos demais ativos domésticos observada hoje e tiveram outro pregão de relativa calmaria, em mais um dia sem condutores relevantes locais e liquidez escassa nos negócios.

Em leve alta até o início da tarde, a parte curta da estrutura da curva a termo inverteu o sinal e passou a operar em queda modesta por volta das 13 horas. Os trechos intermediários e longos se mantiveram em discreta oscilação, e encerraram praticamente de lado. "O volume de negócios ainda está bem baixo nesse início de ano. A curva pré é a que está sendo mais afetada por isso, com movimentos um pouco sem sentido a semana toda", disse um economista de uma grande tesouraria à Broadcast.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 passou de 13,723% no ajuste de terça-feira para 13,685%. O DI para janeiro de 2029 anotou aumento de 12,982% no ajuste de ontem para 12,99%. O DI para janeiro de 2031 marcou 13,335%, vindo de 13,304% no ajuste.

Perto das 18 horas, o retorno do T-Note de 2 anos estava praticamente estável, a 3,469%. O juro do T-Note de 10 anos cedia a 4,140%, e o do T-Bond de 30 anos recuava a 4,821%. Dados mais fracos do mercado de trabalho americano conhecidos hoje deram suporte à redução das taxas.

Publicado nesta manhã, o relatório ADP mostrou que o setor privado dos EUA criou 41 mil empregos em dezembro. A expectativa de analistas consultados pela FactSet era de geração de 48 mil postos. Já o relatório Jolts indicou que, em novembro, havia 7,1 milhões de vagas em aberto na economia americana, ante dado revisado de 7,4 milhões em outubro.

"O relatório Jolts de novembro mostrou uma desaceleração nas ofertas de emprego, abaixo das expectativas e do mês anterior, refletindo um mercado de trabalho menos aquecido, ainda influenciado pelo shutdown", afirma a BuysideBrazil em relatório a clientes. "O cenário reforça a ideia de um mercado de trabalho em moderação: ainda capaz de gerar empregos, mas com menor intensidade e acompanhado por ajustes nas demissões", diz a consultoria.

Já no mercado doméstico, não há nada no radar até sexta-feira que possa fazer muito preço nos juros futuros, avalia Tiago Hansen, diretor de gestão e economista da Alphawave Capital. Além da divulgação do payroll nos EUA e do IPCA por aqui, Hansen menciona que, no dia 09, existe a possibilidade de que a Corte americana julgue a constitucionalidade das tarifas comerciais impostas pela administração Trump a outros países.

Estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz afirma que, conforme se aproxima a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, no final deste mês, mais casas estão consolidando a projeção de que o primeiro corte na Selic ocorrerá em março, o que começa a fazer efeito no mercado.

"Tem uma minoria que aposta em abril, aqueles que acham que só pode cortar juros quando a inflação está exatamente na meta, o que não nos parece razoável", diz Cruz. Para o estrategista, o BC teria condições técnicas de diminuir a Selic em janeiro. Como o discurso da autoridade monetária tem sido conservador, no entanto, a RB prevê que o primeiro corte será em março.

Este também é o cenário contemplado pela Santander Asset, que projeta o juro básico em 12,5% ao final de 2026 - com redução, portanto, de 2,5 pontos porcentuais. "Uma apreciação mais intensa do real ou sinais mais claros de desaceleração da atividade poderiam justificar o início do ciclo já em janeiro", observa a gestora em carta mensal publicada nesta quarta.

A asset do Santander segue com visão positiva para o mercado de renda fixa local este mês, devido à perspectiva de continuidade do processo de relaxamento monetário nos EUA e, no lado doméstico, à reprecificação das curvas de juros ocorridas no final de 2025 e à evolução favorável da inflação.

(Com Agência Estado)

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