O índice encerrou com valorização a 177.999,00 pontos (+0,47%), melhor nível de fechamento desde 14/5/2026 (178.365,86). Na mínima, logo após a abertura, caiu 0,08%, aos 177.013,85 pontos. Na máxima, chegou a 178.718,91 pontos (+0,88%). Acumulou ganho de 2,27% na semana, a segunda seguida de alta.
Com isso, o Ibovespa encerrou julho com avanço de 3,47%, após uma sequência de quatro meses de retração. Em 2026, sobe 10,47%.
Em Nova York, as bolsas subiram, repercutindo o balanço da Amazon, apesar das falas duras de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O Dow Jones subiu 0,53% e o S&P 500, 0,70%, enquanto o Nasdaq avançou 1%.
Com mais de duas horas de atraso, o Ibovespa abriu sob alguma volatilidade, mas logo engatou alta. Segundo a B3, o atraso foi causado por uma intercorrência operacional em um de seus componentes tecnológicos do ambiente de pós-negociação. A instituição negou que tenha havido ataque hacker ou qualquer interferência externa nos sistemas.
De todo modo, o incidente foi visto como sem precedentes no mercado brasileiro.
A economista Bruna Centeno, sócia da Blue3 Investimentos, diz que os impactos ficaram restritos ao giro financeiro menor e à queda nas receitas, de ao menos 4%, segundo ela. "O volume financeiro ficou abaixo da média, lembrando que sexta-feira já é um dia que não tem tanta liquidez. Então, o principal efeito foi essa questão da receita que naturalmente é afetada", disse. O volume financeiro nesta sexta somou R$ 18 bilhões.
Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, explica que, apesar da fala dura do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, nesta semana, e da frustração com o encaminhamento de um acordo para o fim da guerra entre EUA e Irã nos últimos dias, a leitura dos balanços, aqui e nos EUA, tem sido em geral positiva, "com poucas decepções". "Entre juros e atividade, o mercado tem dado mais peso à atividade", afirmou, ilustrando que as bolsas em Nova York nesta sexta subiram mesmo com a abertura da curva dos Treasuries.
Saravalle destaca que o Brasil ainda tem a seu favor os sinais de desaceleração da inflação. Desse modo, além da provável queda da Selic no Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana, ele acredita que os diretores ainda deixarão a porta aberta para um novo corte, o que reforça a sensação de que muitas ações podem estar baratas.
Os papéis da Petrobras deram sustentação ao índice desde a abertura, chegando ao fechamento com altas de 1,01% (ON) e 1,35% (PN). Além do avanço do petróleo, o papel continuou se favorecendo dos dados do relatório de produção do segundo trimestre, que trazem otimismo para o balanço que sai no dia 6.
No caso da Vale, o papel começou o dia em baixa, mas logo se recuperou, apesar da queda do minério de ferro. Centeno, da Blue3, destaca que o balanço da quinta-feira apontou forte geração de caixa e que, nesta sexta, pontos que deixaram dúvidas foram esclarecidos na teleconferência. "Esta geração de caixa é que permitiu a distribuição dos dividendos", associou. Para Saravalle, da Krivo, o balanço da mineradora foi neutro e o destaque ficou com o anúncio de recompra de ações, o que, diz, "gera grande valor para o acionista". Vale ON fechou em alta de 0,25%.
Por fim, o setor financeiro subiu em bloco, com a disparada de 13,35% das units do Santander, após o banco anunciar que pretende lançar oferta pública de aquisição (OPA) para adquirir ações da unidade brasileira. Os acionistas que aceitarem a oferta receberão 0,4056 novas ações do Banco Santander para cada unit do Santander Brasil. A oferta representará um prêmio de 15% sobre o preço de referência de cada unit.
As maiores altas foram units do Santander (+13,35%), Azzas ON (+3,53%) e Hapvida ON (+2,45%). Em contrapartida, a lista das maiores perdas tinha nas primeiras posições Brava ON (-2,89%), Usiminas PNA (-2,52%) e Vamos ON (-2,34%).
(Com Agência Estado)
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