Uma criança de 7 anos procurou a escola onde estuda para relatar agressões físicas cometidas pela própria mãe, de 25 anos, e pelo padrasto, em Nova Olímpia. O registro da fala da menina, na última quarta-feira (29), acionou o protocolo de proteção à infância e resultou na abertura de um inquérito policial para apurar a prática de tortura contra ela e contra a irmã, um bebê de 1 ano.
A Polícia Civil confirmou, nesta quinta-feira (30), o registro do boletim de ocorrência e informou que instaurou procedimento investigativo para apurar as circunstâncias das agressões. De acordo com o relato inicial, a menina teria narrado aos professores episódios de violência física recorrentes no ambiente doméstico.
A investigação apura a participação da genitora, de 25 anos, e do padrasto das vítimas. Como o caso envolve crianças e adolescentes, a legislação impede a divulgação de detalhes que possam identificar as vítimas ou expor sua integridade. A Polícia Civil afirma que as diligências estão em andamento e que depoimentos e laudos periciais devem ser produzidos nos próximos dias.
O Conselho Tutelar de Nova Olímpia foi comunicado e acompanha a situação das duas crianças. A suspeita permanece à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários. A Polícia Civil reforça que, em ocorrências dessa natureza, o sigilo processual é rigorosamente observado, mas garante que a apuração segue para responsabilização dos envolvidos.
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