O dono da aeronave é o empresário brasileiro Valdir José Zorzo, dono do Grupo Dallas - a companhia, que atua no setor alimentício, tem sede no Mato Grosso do Sul.
Em nota conjunta enviada à reportagem, o empresário e o grupo afirmam que a aeronave, de prefixo PS-ZRZ, é "de propriedade particular, destinada a uso próprio, e não opera serviços de fretamento comercial".
Acrescentam ainda que Valdir José Zorzo não estava a bordo e afirmam que ele "não autorizou qualquer prática em desacordo com as leis vigentes". Segundo a nota, o empresário determinou apuração interna do ocorrido (leia mais abaixo).
As maletas foram apreendidas na quarta-feira, 22, pela Força Especial de Luta Contra o Crime (FELCC) antes de serem embarcadas no voo que sairia de Santa Cruz de la Sierra, segundo informações da Aduana Nacional da Bolívia.
O caso repercutiu no país vizinho. "Deve ficar claro que este governo não vai encobrir nenhum caso de corrupção", disse, durante coletiva de imprensa o ministro de Governo da Bolívia, Marco Antonio Oviedo.
Sem registro para transporte, a carga, distribuída em 77 barras, foi interceptada durante a madrugada após inconsistências encontradas por agentes da Navegação Aérea e Aeroportos Bolivianos (Naabol). As barras agora estão sob custódia do Ministério Público boliviano.
Um homem foi preso
Segundo o ministro de Governo, as maletas estavam sob posse de um homem identificado como Adrián Lema Roca, que está preso desde então. Ele teria apresentado documentos inválidos na tentativa de liberar a carga, mas sem sucesso. A defesa dele não foi localizada.
Na nota enviada à reportagem, Zorzo e o Grupo Dallas afirmam que a informação de que a aeronave teria sido apreendida não é verídica. "A aeronave encontra-se em território brasileiro e não está sujeita a qualquer medida de apreensão", afirmam.
"O Sr. Valdir Zorzo tomou conhecimento dos fatos por meio da imprensa e determinou a imediata apuração interna, com preservação integral dos registros e colaboração com as autoridades competentes, no Brasil e no exterior", acrescentam.
A nota aponta ainda que Zorzo e o Grupo Dallas repudiam qualquer prática ilícita e colocam-se à disposição das autoridades para o pleno esclarecimento dos fatos. O caso segue sob investigação pelas autoridades bolivianas.
(Com Agência Estado)
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