O índice DXY avançava discretamente, enquanto os rendimentos dos Treasuries de curto prazo também subiam, em meio à manutenção das apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) poderá elevar os juros ainda neste ano. Reportagem do Financial Times informou que o presidente da instituição, Kevin Warsh, estaria disposto a aumentar a taxa na reunião de setembro caso os próximos indicadores de inflação surpreendam para cima.
Nos Estados Unidos, os pedidos semanais de auxílio-desemprego vieram abaixo do esperado, enquanto o custo unitário da mão de obra desacelerou mais do que o previsto no segundo trimestre. Os indicadores, porém, tiveram impacto limitado sobre os ativos, com investidores mantendo o foco no relatório oficial de emprego (payroll), que será divulgado nesta sexta-feira.
No mercado de commodities, os contratos futuros do petróleo ampliaram os ganhos. O Brent avançava mais de 2%, acima de US$ 81 por barril, após novas ameaças do Iêmen contra a Arábia Saudita elevarem as preocupações com o tráfego de navios no Mar Vermelho.
No Brasil, investidores seguem interpretando o comunicado do Copom. Embora o corte de 0,25 ponto porcentual tenha sido amplamente esperado, o Banco Central evitou sinalizar os próximos passos da política monetária.
Ontem, o dólar à vista encerrou praticamente estável, em queda de 0,05%, cotado a R$ 5,1282, após oscilar entre R$ 5,0989 e R$ 5,1342.
Mesmo em um ambiente de enfraquecimento global da moeda americana, operadores atribuíram a limitação dos ganhos do real à cautela com o cenário doméstico, especialmente em relação ao Copom e às perspectivas fiscais e eleitorais.
Às 10h31 desta quinta, o dólar à vista caía 0,53%, a R$ 5,1010, após renovar a mínima intradiária a R$ 5,0970. O contrato futuro para setembro recuava 0,36%, a R$ 5,132, após atingir mínima do dia a R$ 5,126.
(Com Agência Estado)
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