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Economia Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026, 09:30 - A | A

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Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026, 09h:30 - A | A

Estado do Rio quer falência do grupo Manguinhos após calote em acordo fiscal

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Estado do Rio de Janeiro pediu à Justiça que a recuperação judicial do Grupo Manguinhos, controlador da Refinaria de Manguinhos (Refit), seja convertida em falência. O governo estadual afirma que a empresa perdeu viabilidade econômica e deixou de cumprir exigências básicas para seguir no processo, enquanto acumula um passivo tributário que já passa de R$ 25,7 bilhões.

A solicitação se apoia em relatórios que indicam queda contínua das atividades do grupo. O Estado diz que, depois de faturar mais de R$ 1 bilhão por mês em 2025, a companhia viu as receitas despencarem até chegar a faturamento praticamente zero no início de 2026.

Na avaliação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ), a trajetória financeira mostra que a recuperação judicial deixou de cumprir sua função, que é dar fôlego a empresas com condições reais de se reerguer. O Estado aponta que o grupo seguiu acumulando prejuízos, manteve custos operacionais elevados e não apresentou perspectiva de geração de caixa capaz de sustentar a operação ou honrar compromissos.

Outro ponto do pedido é o descumprimento do parcelamento especial firmado para pagar dívidas tributárias. Segundo o governo fluminense, as parcelas deixaram de ser quitadas por mais de 90 dias, situação que, pela legislação, pode levar ao cancelamento do acordo e abrir caminho para a decretação de falência.

A PGE-RJ acrescenta que, mesmo após aderir ao parcelamento, o Grupo Manguinhos acumulou mais de R$ 1,8 bilhão em novas dívidas com o Estado. O passivo novo, segundo a manifestação, supera em mais do que o dobro o total pago no período do acordo, o que reforçaria a tese de que o benefício não foi usado para regularizar a situação fiscal.

O Grupo Manguinhos é apontado pela Receita Federal como o maior devedor contumaz de tributos do País, com dívidas de, aproximadamente, R$ 26 bilhões. A empresa nega os débitos tributários e contesta as acusações de irregularidades.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

(Com Agência Estado)

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