Na segunda fase da operação, a PF cumpre 42 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e a parentes dele e empresários. Também há ordens de sequestro e bloqueio de bens no valor de R$ 5,7 bilhões.
A primeira etapa da apuração chegou a prender Vorcaro no dia 17 de novembro de 2025, um dia antes de o Banco Central (BC) determinar a liquidação do Master. Ele é acusado de liderar um esquema que criou carteiras falsas de crédito, vendidas por R$ 12,2 bilhões ao BRB. Desde então, Vorcaro foi solto.
O BRB chegou a apresentar uma proposta para comprar o Master em março do ano passado, mas a transação acabou reprovada pelo BC. Depois, a autarquia determinou a liquidação extrajudicial do Master, que está em andamento.
Na nota divulgada nesta quarta-feira, o BRB informou que teve reunião com o liquidante do Master, Eduardo Bianchini, avançando nas tratativas para reaver os recursos que pertencem à instituição. Na terça-feira, o banco chegou a informar que poderia receber aportes do governo do Distrito Federal para cobrir "possíveis prejuízos" com a compra de carteiras do Master.
"O banco reforça que permanece sólido, operando normalmente e garantindo a oferta completa de serviços financeiros, incluindo crédito, investimentos e atendimento nos canais digitais e presenciais", diz a nota do BRB.
(Com Agência Estado)
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