O resultado de janeiro representa uma alta de 3,56% na comparação com o mesmo mês de 2025, descontada a inflação do período. Segundo a Receita, é o maior resultado mensal desde 2011, mesmo comparado a outros meses, já levando em conta a inflação.
O órgão destaca, entre os principais fatores positivos, o crescimento de 32,56% do IRRF-Rendimentos do Capital, que teve uma arrecadação de R$ 14,683 bilhões. A Receita Previdenciária também foi destaque com uma arrecadação de R$ 63,459 bilhões, representando crescimento real de 5,48%.
Esse desempenho é explicado pelo crescimento de real de 3,89% na massa salarial, pelo aumento de 7,46% na arrecadação do Simples Nacional e pelo aumento de 17,02% no montante das compensações tributárias.
Além disso, O IOF apresentou uma arrecadação de R$ 8,009 bilhões, com acréscimo real de 49,05%. "Esse resultado decorreu, principalmente, das operações de câmbio relativas à saída de moeda estrangeira, das operações de crédito e relativas a títulos e valores mobiliários, decorrentes de alterações na legislação do tributo", escreveu a Receita.
O PIS/Pasep e a Cofins apresentaram uma arrecadação conjunta de R$ 56,005 bilhões, com acréscimo real de 4,35%. Esse desempenho pode ser explicado pelo aumento de 2,84% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 3,45% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre dezembro de 2025 e dezembro de 2024.
No fim do ano passado, o Congresso aprovou aumentos nas alíquotas de fintechs e bets e de JCP, junto com um projeto que reduz os benefícios fiscais em 10%.
O texto eleva a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incidente sobre fintechs de maneira escalonada. A alíquota subiria de 9% atualmente para 12%, nível em que ficaria até o fim de 2027, antes de se acomodar em 15% a partir de 2028. Os bancos pagam 20% de CSLL, mas o imposto efetivo sobre financeiras não bancárias tende a ser maior, em parte por conta a rentabilidade mais alta.
(Com Agência Estado)
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