Em gesto de apoio, mais de uma dúzia de altos funcionários europeus seguiram para a capital ucraniana para marcar o sombrio aniversário do conflito, que matou dezenas de milhares de pessoas, desestabilizou a vida de milhões de ucranianos e criou instabilidade muito além de suas fronteiras.
Zelenski afirmou que seu país resistiu ao ataque do exército maior e melhor equipado da Rússia, que, no último ano de combates, capturou apenas 0,79% do território da Ucrânia, segundo o Instituto para o Estudo da Guerra, um think tank com sede em Washington. A Rússia hoje controla quase 20% da Ucrânia.
"Olhando para o início da invasão e refletindo sobre hoje, temos todo o direito de dizer: defendemos nossa independência, não perdemos nossa soberania", disse Zelenski nas redes sociais, acrescentando que o presidente russo Vladimir Putin "não alcançou seus objetivos".
"Ele não quebrou os ucranianos; ele não venceu esta guerra", afirmou.
Apesar da demonstração de desafio, a Ucrânia tem lutado para conter o ataque russo, e o conflito trouxe dificuldades generalizadas para a população civil: bombardeios aéreos devastaram famílias e deixaram moradores sem eletricidade e água encanada.
À medida que a guerra de atrito entra no quinto ano, uma iniciativa diplomática liderada pelos Estados Unidos para encerrar o maior confronto no continente desde a Segunda Guerra Mundial ainda está longe de alcançar compromissos que possibilitem um acordo de paz.
As negociações travaram em dois pontos: o futuro da região de Donbas - coração industrial do leste ucraniano, majoritariamente ocupado, mas não totalmente tomado pela Rússia - e os termos de um arranjo de segurança pós-guerra que Kiev exige para evitar novas invasões.
Zelenski convida Trump a visitar Kiev
Em memorial improvisado na praça central de Kiev, onde milhares de pequenas bandeiras e retratos lembram soldados mortos, Zelenski afirmou que gostaria que o presidente dos EUA, Donald Trump, visitasse o local e testemunhasse pessoalmente o sofrimento ucraniano.
"Só então se pode realmente entender do que se trata essa guerra", disse Zelenski.
Trump, que já prometeu encerrar o conflito "em um dia", alterou várias vezes o tom em relação a Putin e a Zelenski no último ano: ora criticou a postura de negociação do líder ucraniano enquanto se aproximava do presidente russo, ora condenou os bombardeios de Moscou e demonstrou mais simpatia pela situação em Kiev.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a ofensiva continuará até que Moscou atinja seus objetivos, que incluem exigir que a Ucrânia desista de entrar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), reduza drasticamente seu Exército e ceda extensas áreas de território.
Zelenski disse esperar uma nova rodada de negociações mediadas pelos EUA com a Rússia dentro dos próximos dez dias.
Um 'pesadelo' para os ucranianos
O número de soldados mortos, feridos ou desaparecidos dos dois lados pode chegar a 2 milhões até a primavera (do Hemisfério Norte), com a Rússia registrando a maior quantidade de baixas de qualquer grande potência desde a Segunda Guerra, estimou no mês passado o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.
Líderes europeus veem a própria segurança em jogo na Ucrânia, temendo que Putin possa mirá-los em seguida.
O chanceler alemão Friedrich Merz escreveu no X: "Por quatro anos, todos os dias e todas as noites têm sido um pesadelo para os ucranianos - e não apenas para eles, mas para todos nós. Porque a guerra está de volta à Europa."
"Vamos acabar com isso apenas sendo fortes juntos, porque o destino da Ucrânia é o nosso destino", acrescentou. Fonte: Associated Press*.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
(Com Agência Estado)
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