O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) sugeriu que o 143º município de Mato Grosso seja batizado em homenagem aos "heróis" do 8 de janeiro, condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelas manifestações antidemocráticas em 2022. A priori, o distrito, que posteriormente se tornará uma cidade, será chamado de Gilmarlândia, em homanegem ao ministro da Suprema Corte, Gilmar Mendes, que é natural de Diamantino (182 km de Cuiabá).
A proposta de criação de um novo município no Médio-Norte de Mato Grosso foi apresentada pelo produtor rural Eraí Maggi. O plano inicial prevê a criação de dois distritos administrativos, vinculados a São José do Rio Claro e a Diamantino. A ideia é que os distritos funcionem como base jurídica e administrativa para, futuramente, pleitear a emancipação política e a formação de um novo município.
LEIA MAIS: Mauro Mendes apoia criação de Gilmarlândia e homenagem a Gilmar Mendes em MT
A ideia e a homenagem a Gilmar Mendes foi bem recebida pela classe política mato-grossense, no entanto, Cattani, que é representante da extrema direita e bolsonarista 'roxo', fez questão de relembrar que o ministro não se posicionou contra as condenações dos mato-grossenses que atentaram contra a democracia no 8 de janeiro. Para o deputado, defensor da anistia, os condenados "lutavam" pela liberdade.
"Veja bem, eu gostaria que o nome desse município fosse Roselilandia, porque nós temos a Roseli Pereira Monteiro, de 56 anos, que é feirante na cidade de Colíder e ela foi condenada a 17 anos de prisão pelo STF do nosso país. Nós também temos aqui uma opção que poderia ser Juvenalândia, porque Juvenal Alves Correia de Albuquerque, 34 anos, eletricista de Vargas Grande, foi condenada a 16 anos e 6 meses pelo STF. Nós temos também a opção de ser Alessandralândia, porque temos Alessandra Faria Rondon, de 42 anos, comerciante de Cuiabá, condenada a 17 anos de prisão pelo STF", inicou Cattani.
"Nós também poderíamos ter Simonelândia, porque a Simônia Aparecida Tosato Dias, ela tem 50 anos, ela é publicitária em Cuiabá, foi condenada a 14 anos de prisão pelo STF. Ou então poderia ser Leandro Lândia, porque nós temos Leandro Alves Martins, de 43 anos, que é engenheiro em Sinop, condenada a 14 anos pelo STF. Nós também temos Maria do Carmo da Silva, 62 anos, então poderia ser Maria Lândia, né? Que tem 62 anos, é professora em Tangará da Serra, condenada a 14 anos pelo STF", completou.
O deputado ainda citou André Luiz Vilela, metalúrgico em Jaciara, condenado a 12 anos pelo STF; José Carlos da Silva, 50 anos, líder comunitário em Cuiabá, condenado a 14 anos de prisão pelo STF e José de Arimatéia Gomes dos Santos, 44 anos, professor de dança em Cáceres, condenado a 14 anos pelo STF.
"E por que essas pessoas? Porque essas pessoas foram condenadas sem cometer crime algum, foram condenadas por se manifestar, por dar sua opinião política e por defender a verdadeira democracia", justificou.
"Nós temos que começar a ver quem são de fato os nossos heróis. Para mim, os heróis são aqueles que lutam pela defesa de poderem se manifestar, como essas pessoas que eu citei", falou Cattani.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.



