Cidades Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011, 16:00 - A | A

Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011, 16h:00 - A | A

COMPRAS DE NATAL

Procon aponta que relação entre cliente e fornecedor também determina normas de 'trocas'

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) obriga haver troca do produto mediante defeitos; já os fornecedores aceitam trocar os presentes mesmo que este não apresente nenhum problema, no entanto, é essencial que tenha a etiqueta

DA REDAÇÃO

 

Mayke Toscano/Hipernotícias

 

O primeiro dia pós Natal é visto por muitos lojistas como o dia das trocas de presentes. Tudo porque quem presenteou não soube escolher o tamanho, a cor e modelo, dentre outras características que faz com que o presenteado não se sinta satisfeito com a lembrança de Natal.

No entanto, a Superintência de Defesa do Consumidor (Procon) alerta que algumas regras são estabelecidas entre cliente e fornecedor no ato da compra, em comum acordo entre ambos. O que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) determina é que trocas de presentes sejam feitas apenas em caso de defeitos ou os chamados vícios de qualidade.

O gerente de atendimento, orientação e conciliação do Procon, Eduardo Reis de Arruda Latorraca, disse que acordo de troca é feito entre lojistas e clientes no ato da compra e que isso pode variar entre os estabelecimentos comerciais.

“O que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) determina é a obrigatoriedade da troca quando o produto apresenta defeito. As trocas feitas porque o cliente não gostou da cor, o tamanho não serviu são permitidas após acordo entre fornecedor e clientes”, declarou.

Para Eduardo Latorraca, a permissão de troca de presentes sem que haja defeito é uma maneira da loja fidelizar o cliente e conquistar outros.

“O cliente que é bem atendido vai sempre procurar a loja. Da mesma maneira que o fornecedor que aceita trocar também estará fazendo novos clientes e podendo aumentar ainda mais as vendas de fim de ano”, frisou.

O gerente de atendimento disse que em casos de defeitos há duas garantias legais estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Tudo vai depender do que o consumidor adquiriu, se foi um bem durável ou não durável.

Para os bens duráveis (eletrodomésticos, por exemplo), a garantia dos produts duráveis são de 90 dias. Já dos produtos não-duráveis a garantia é de 30 dias.

Em ambos os casos se o produto apresentar problemas, o fornecedor tem um prazo de 30 dias para resolver o defeito. Após este período, não havendo o conserto, o consumidor poderá exigir a substituição por outro produto novo e idêntico, a devolução de valores ou ainda, o abatimento proporcional no preço do produto.

Eduardo argumentou que em caso de defeito no produto, o consumidor deverá primeiro procura o fornecedor e após tentativas infrutíferas de resolução do problema poderão procurar o Procon, por isso que nestes primeiros dias o movimento pode ser mais tranquilo. No entanto, não se pode afirmar, já que depende muito de como ficou a satisfação dos clientes.

NAS LOJAS

A reportagem ligou para duas lojas do ramo de roupas e calçados que atendem na Capital e em Várzea Grande. Em ambos os estabelecimentos, afirmaram que efetuam troca desde que a peça esteja com a etiqueta.

A gerente da loja BLM do Pantanal Shopping , Nice Speim, disse que já realizou muitas trocas antes do Natal, mas que nesta segunda-feira (26) o movimento está meio parado.

“Aqui na nossa loja não tem um prazo para a troca, a qualquer tempo o cliente pode trocar a peça, desde que tenha a etiqueta. O aumento da troca vai aumentar. Provavelmente até janeiro estaremos fazendo este serviço”, pontuou.

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