A morte do imigrante venezuelano Hidemaro Ivan Jose Shanchez Camaho de 50 anos, espancado e morto brutalmente por quatro vigilantes da Rodoviária de Cuiabá, completou um ano na última terça-feira (3). Porém, para a família o episódio está longe de ser superado.
A ex-esposa e os seis filhos ainda lidam com as consequências emocionais e psicológicas da perda do patriarca. Enquanto, o próximo passo processual do caso, a audiência de instrução, está agendada para o dia 19 de maio.
AUSÊNCIA
Hidemaro, deixou seis filho, sendo quatro deles com a ex-esposa Jenny Queralez. Jenny contou ao HNT que duas das crianças mais novas precisam tratar depressão pela perda do pai.
Os pequenos que tinham 10, sete, cinco e três anos esperavam a visita do Hidemaro que eles não viam a mais de um ano, quando o homem foi morto.
Todos continuam a moram na capital, apesar do trauma, mas enfrentam dificuldades para manter o atendimento de psicólogos pelos SUS.
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COINCIDÊNCIA MACABRA
Na última segunda-feira (2), o terminal foi palco de mais uma cena de truculência. Um idoso, que aguardava transporte para o interior do estado, foi agredido sob a justificativa de estar "perturbando os passageiros".
No entanto, o depoimento de testemunhas ao HNT aponta para uma realidade mais profunda, de acordo com eles, a vítima teria sido "confundida" com um morador de rua, o mesmo teria ocorrido com Hidemaro, também de acordo com testemunhas.
Trabalhadores e passageiros, em um gesto de solidariedade, intervieram para retirar o idoso das mãos dos seguranças e garantir que ele recebesse atendimento médico.
O homem, que teve sua passagem rasgada durante a confusão, acabou internado com alterações pulmonares. A denúncia sugere que a orientação interna ainda foca em uma "higienização social" do local.
O alvo não seria o crime em si, mas o perfil das pessoas que não atendem a um padrão estabelecido internamente, e que exclui pessoas com transtornos mentais, usuários de substâncias ou cidadãos em situação de vulnerabilidade.
OUTRO LADO
Em nota, a empresa SINART, responsável pela administração do terminal, afirmou que instaurou procedimento interno para apurar o caso do idoso e reiterou que "não compactua com qualquer forma de violência".
A concessionária prometeu reforçar as orientações para que as abordagens sejam "claras, cordiais e adequadas".
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