A biomédica Paolla Silva explica que o lipedema pode provocar fibrose no tecido, formando uma espécie de 'bola dura' que podem causar dor e ser identificadas ao toque. O diagnóstico começa com a avaliação do paciente. Nessa etapa, a especialista aplica um questionário para entender os sintomas e, em seguida, realiza uma análise visual e o teste de palpação para avaliar as características e o estágio do lipedema.
A fibrose altera a textura do tecido. A região afetada pode apresentar endurecimentos e irregularidades perceptíveis tanto visualmente quanto durante a palpação.
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"Ao apalpar essa região, você percebe que, além de ela ser dura, existe uma irregularidade no tecido", detalhou a biomédica ao HNT Entrevista.
Apesar das alterações no tecido, Paolla esclarece que a cirurgia não é a única alternativa de tratamento. Segundo a biomédica, a duração do acompanhamento pode variar conforme o estágio do lipedema. Pacientes no estágio um, de acordo com ela, tendem a apresentar um tratamento mais curto, enquanto os casos nos estágios três e quatro podem exigir acompanhamento por mais tempo.
Paolla atende em sua clínica de estética pacientes classificados até o estágio três. Nos casos de estágio quatro, considerado por ela mais grave, a orientação é buscar avaliação médica complementar.
"O ideal é contar com auxílio médico para avaliar questões vasculares e circulatórias. Mas, geralmente, a gente também consegue resolver com procedimentos não cirúrgicos", concluiu.
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