A família do “menino Serginho”, que sofre de uma doença rara de pele desde que nasceu, busca ajuda para o tratamento de radioterapia do garoto, em São Paulo. Há dois anos, Serginho descobriu outra enfermidade: um tumor no joelho direito, que pode levar a amputação da perna.
Alan Cosme/HiperNoticias
Serginho descobriu outra enfermidade: um tumor no joelho direito, que pode levar a amputação da perna.
Na cadeira de rodas desde que abandonou ao carrinho de bebê, Serginho tem muita descamação na pele decorrente da doença rara chamada epdermolise bolisa. Não bastasse a fragilidade da pele, a doença também afetou o desenvolvimento do garoto, que hoje tem 18 anos.
A mãe do adolescente, Rita de Cássia, afirma que família tem enfrentado grande dificuldade para a realização do tratamento do garoto, pois este não está disponível no estado de Mato Grosso, obrigando os pais a viajarem com Serginho, a cada três meses, para São Paulo, onde são realizadas as sessões de radioterapia. As passagens e auxilio financeiro para transporte e alimentação, no valor de R$ 50, deveriam ser fornecidos pelo governo, entretanto, nem sempre são liberados a tempo.
“A gente tem que tirar do bolso o valor para as despesas, quando o dinheiro não é liberado a tempo e esperar que o Estado nos reembolse”, declarou a mãe de Serginho.
Ela também conta que a doença rara dificulta a realização de atividades simples, como tomar banho.
“Uma criança com epdermolise é diferente de todas outras crianças. Você não pode pegar no colo, trocar fralda é doloroso, tomar banho é doloroso. É uma sensação que a gente não consegue imaginar o que ele sente. Na hora do banho a dor é tanta que ele chora. As vezes ele quer chorar, mas segura as lágrimas. Ele é muito forte. A gente sofre junto com ele. É muito triste”, desabafa.
Além da radioterapia, Serginho usa um curativo especial, no tumor que deve ser trocado todos os dias. Cada caixa, que tem apenas cinco unidades, custa cerca de R$1500.
A ajuda para o menino e família vem de doações, pois o auxilio do Estado não é suficiente. A situação, conta Rita de Cássia, está ainda mais delicada nos últimos meses, pois o pai de Serginho está desempregado.
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Rita de Cássia afirma que família tem enfrentado grande dificuldade para a realização do tratamento do garoto
Apesar de todas as dificuldades e obstáculos na vida, Serginho carrega uma alegria contagiante por onde passa, sempre com sorriso no rosto. O carisma do garoto desperta o sentimento de solidariedade nas pessoas. Nessa semana, Serginho recebeu uma televisão, vídeo game, fraudas, leite e uma quantia em dinheiro dos comerciantes do Shopping Popular. Todos os expositores do local se reuniram para ajudar o menino depois que o viram passeando pelo local.
“Me sinto muito feliz e muito querido em receber carinho, atenção e ajuda de tantas pessoas que nem me conhecem”, disse Serginho na ocasião.
O menino conta que tem muitos amigos e que é muito bom no jogo de dama. Ele também relata que está na oitava série e, empolgado,afirma que quer ser jornalista. “Eu acho muito interessante. É uma profissão muito top”. Rita de Cassia conta que ele já teve uma fase em que queria ser advogado, mas agora está convencido que quer seguir o jornalismo. “Ele conversa sobre tudo, debate e sempre imita o jornalista Willian Bonner”, relata.
Durante o recebimento das doações feitas no Shopping, Serginho demonstrou seu talento musical cantando um hino gospel, mas diz que nem sempre é tão extrovertido.“Às vezes eu fico envergonhado”, disse.
As pessoas que puderem ajudar a família devem ligar nos números (65) 99299-2101, falar com a mãe de Serginho, Rita de Cassia, ou no celular do próprio garoto, pelo número (65) 99962-7824.
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