Cidades Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011, 08:01 - A | A

Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011, 08h:01 - A | A

CASO MAIANA

DHPP vai trabalhar em conjunto com Delegacia de Proteção ao Adolescente no caso Maiana

Falta de diálogo e fragilidade da base familiar culminaram em desaparecimento da adolescente Maiana Vilela em Cuiabá, aponta delegada responsável pelo caso

Mayke Toscano/Hipernotícias

A delegada Alexandra Accioli deve iniciar investigação sobre suspeita de corrupção de menores sofrida pela estudante Maiana Vilela

A Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa vai trabalhar em conjunto com a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente para apurar a suspeita de corrupção de menores no caso da jovem de 16 anos Maiana Mariano Vilela, desaparecida no dia 21 de dezembro em Cuiabá.

“Eu vejo a figura de exploração sexual neste caso”, declarou a delegada Anaíde de Barros, ao revelar que outra investigação, agora por parte da delegada Alexandra Acciolli do Deddica, deve ser iniciada nos próximos dias.

Ancorada no testemunho de uma amiga da vítima, da mãe Sueli Cícero Mariano e também do namorado Rogério Amorim, a delegada Anaíde de Barros foi colhendo informações e concluiu que a estudante pode sim ter sido induzida a pedir bens materiais ao namorado em troca de um relacionamento amoroso.

“A amiga de Maiana disse que ela estava descontente com o relacionamento já que se sentia presa. 'Estou sem liberdade. Estou sozinha' teria dito Maiana à amiga que recebeu ligação dela no dia em que ela foi dada como desaparecida”, informou a delegada.

De acordo com o relato, Maiana Vilela queria sair, ir para festas enquanto o namorado Rogério preferia ficar em casa. Além disso, a estudante ficava o dia inteiro na casa da sogra enquanto o namorado trabalhava e muitas vezes se encontrava com a ex-mulher, sem que a jovem desconfiasse.

Anaíde de Barros disse que a falta de apoio da família para romper com o relacionamento aliado a falta de diálogo com o namorado pode ter culminado na atitude desesperada da adolescente de querer fugir.

“A mãe pediu muitas coisas, inclusive incitou a filha para que pedisse a Honda Biz de cor rosa que ela tinha. Pedia também para que a filha pedisse uma reforma em seu quarto e na Kitnet que ela (a  mãe) possui”, disse Anaíde de Barros.

Questionada sobre quem serão incluídos no crime de corrupção de menores, a delegada responsável pelo caso se limitou em responder. “Agora está nas mãos da delegada Alexandra, ela quem vai estudar o caso”.

Na tarde desta quinta-feira (29) outras testemunhas foram ouvidas, e na medida em que o caso vai tomando uma repercussão maior novas informações vão surgindo, indicou a delegada.

QUEBRA DE SIGILO

No final da tarde desta quinta-feira a delegada Anaíde de Barros anunciou que pediu a quebra de sigilo telefônico de quatro pessoas, no entanto não divulgou nomes para não atrapalhar as investigações.

Anaíde aguarda  também imagens requeridas ao  Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) que dá acesso a região da Ponte de Ferro, região do Coxipó, em Cuiabá, para análise. O CIOSP ainda está selecionando as imagens no arquivo, ja que decorreram vários dias, para encaminhar a equipe de investigação.  A delegada disse ainda que durante recesso de fim de ano, os investigadores trabalharão em tempo integral no caso da adolescente Maiana Mariano Vilela.

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