A Prefeitura de Cuiabá registrou uma redução de 21,5% na média semanal de casos de dengue em 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com o Boletim Epidemiológico das Arboviroses, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a 28ª Semana Epidemiológica contabilizou apenas três novos casos da doença. Os dados foram apresentados na última quinta-feira (30).
O boletim reúne informações consolidadas até a 28ª Semana Epidemiológica de 2026 e foi elaborado pela Vigilância Epidemiológica, Vigilância em Saúde Ambiental e pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-Capital).
Neste ano, o município registrou 1.500 notificações de dengue, das quais 688 foram confirmadas. Entre os casos confirmados, 605 são autóctones, ou seja, contraídos dentro de Cuiabá. A taxa de incidência é de 87,4 casos para cada 100 mil habitantes.
O levantamento também aponta dois óbitos confirmados por dengue, enquanto outras duas mortes seguem em investigação.
Além da redução dos casos de dengue, a chikungunya apresentou queda de 98,8% em relação ao mesmo período de 2025. Na última semana epidemiológica, foi registrado apenas um novo caso, mantendo a doença abaixo da média semanal de 4,4 casos por 14 semanas consecutivas.
Até o momento, Cuiabá soma 59 casos autóctones de chikungunya, com incidência de 8,5 casos por 100 mil habitantes. Não há registro de mortes relacionadas à doença.
Em relação ao vírus Zika, o boletim informa que o município não registra novas notificações há dez semanas epidemiológicas consecutivas. A incidência acumulada é de 0,4 caso por 100 mil habitantes, sem registro de óbitos.
Segundo a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, a redução dos indicadores está relacionada às ações contínuas de vigilância e controle do mosquito transmissor.
“Os indicadores mostram que estamos conseguindo reduzir a circulação das arboviroses por meio de um trabalho permanente de vigilância, visitas domiciliares e eliminação de criadouros. Mas esse combate depende também da colaboração de cada morador, que precisa manter seus quintais limpos e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água”, afirmou.
As ações de enfrentamento ao Aedes aegypti continuam em toda a capital. Em 2026, os agentes de combate às endemias vistoriaram 673.856 imóveis, realizaram tratamento em 72.284 imóveis, trataram 81.080 depósitos de água e eliminaram 19.398 potenciais criadouros do mosquito.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que medidas como eliminar recipientes com água parada, manter caixas d’água vedadas, limpar calhas e realizar o descarte adequado de materiais que possam acumular água são fundamentais para reduzir a proliferação do mosquito e prevenir novas infecções.
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