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Nó De Cachorro Sexta-feira, 31 de Julho de 2026, 20:38 - A | A

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Sexta-feira, 31 de Julho de 2026, 20h:38 - A | A

SÍMBOLO CULTURAL

Morre aos 96 anos Seu Jão, o cururueiro mais longevo de Mato Grosso

Símbolo da resistência cultural, mestre do Siriri e Cururu estava ativo até os últimos dias e deixa legado imensurável para Várzea Grande e o estado

REPRODUÇÃO

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Morreu, aos 96 anos, João Espifânio do Nascimento, o "Seu Jão", reconhecido como o cururueiro mais longevo de Mato Grosso e um dos mais importantes guardiões das tradições populares do estado. A informação foi confirmada pela Associação das Manifestações Folclóricas de Mato Grosso (AMFMT), que decretou luto oficial e suspendeu suas atividades em respeito à memória do mestre.

Natural de Várzea Grande, Seu Jão dedicou mais de sete décadas à valorização, preservação e transmissão do Siriri e do Cururu, complexos culturais que integram o patrimônio imaterial do estado. Mesmo com a idade avançada, ele permanecia ativo nos encontros e oficinas da associação, participando das atividades com disposição admirável, alegria contagiante e um amor inabalável pela cultura popular.

Em nota oficial, a AMFMT classificou a partida como uma perda "irreparável e de valor inestimável". A entidade destacou que Seu Jão não era apenas um praticante, mas um verdadeiro mestre e uma biblioteca viva, que compartilhava generosamente seu conhecimento com alunos e comunidades. O comunicado ressalta que sua memória continuará viva por meio do legado deixado às novas gerações.

"Carinhosamente chamado de Seu Jão, permaneceu presente nas atividades culturais mesmo aos 96 anos, demonstrando uma força admirável, impressionante vivacidade e um amor inabalável pela cultura popular. Sua disposição, alegria e compromisso com o Siriri e o Cururu eram uma inspiração", diz trecho da nota.

Como forma de respeito à sua trajetória, todas as atividades da AMFMT foram suspensas a partir da noite desta quinta-feira (30), com previsão de retorno na próxima segunda-feira.

Nas redes sociais, amigos, artistas e admiradores lamentaram a partida. O cerimonialista Carlos Eduardo e a professora Vanilda Reis, por exemplo, destacaram a grandiosidade do legado deixado. "Uma biblioteca se fechou neste dia triste", escreveu a professora, ecoando o sentimento geral de que a cultura mato-grossense perde um de seus mais autênticos representantes.

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