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Cidades Quarta-feira, 19 de Agosto de 2026, 16:57 - A | A

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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2026, 16h:57 - A | A

COBRAM REAJUSTE

Bancários de MT rejeitam proposta e paralisam em Cuiabá na quinta (20)

A categoria pede por aumento real e melhores condições de trabalho

DA REDAÇÃO

Reprodução

Paralisação dos bancários

Mais de 97% dos bancários de Mato Grosso que participaram da Assembleia Virtual, realizada na segunda-feira (17), rejeitaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e farão uma paralisação nesta quinta-feira (20), em todo estado. 

Mato Grosso não é o único estado a aderir a paralisação, já que o movimento chegou a nível nacional após a Fenaban não apresentar propostas de reajuste salarial, somente de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais

Nesta terça (18), ocorreu a oitava rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada da categoria por aumento real e melhores condições de trabalho. Na última rodada, realizada na quinta-feira passada (13), os bancos já haviam frustrado os trabalhadores.

A representação dos banqueiros chegou, ainda, a ameaçar ir ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) caso não houvesse acordo para os modelos de reajustes propostos. 

“O setor bancário lucrou R$ 174 bilhões ano passado. Não tem sentido apresentar uma proposta rebaixada. Por que não tirar dos altos executivos, então, para pagar o reajuste que a categoria bancária exige e tem de direito?”, rebateu a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira. 

A representante lembrando que a remuneração média per capita anual paga à diretoria estatutária dos três maiores bancos privados do país chegará a R$ 12,5 milhões em 2026. “Esse valor é mais de 120 vezes superior à remuneração anual de um escriturário, considerando salário, 13º, férias, tíquetes e PLR. É uma diferença salarial que mostra onde os bancos estão escolhendo concentrar a renda”, completou

Para o presidente do SEEB-MT, João Dourado, os bancos só apresentaram retrocessos, e as mobilizações em todo o Brasil serão a resposta da união da categoria para conquistar uma proposta de acordo com as reivindicações. “Venham com o Sindicato. Vamos nos unir para dizer aos bancos que somos mais fortes e merecemos respeito”, destaca.

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