As agressões contra o personal trainer Johnny Andrade e o empresário Cleiton Zanatta, turistas de Mato Grosso que estavam em Porto de Galinhas (PE) foi destaque de reportagem exibida no Fantástico, da TV Globo, neste domingo (4). O ataque teria sido motivado porque os comerciantes queriam forçar que eles consumissem no local, aumentando a taxa de uso de cadeiras e guarda-sol de R$ 50 para R$ 80.
Segundo o relato do casal, o problema, que aconteceu no final do ano passado, começou com a cobrança pelo uso de cadeiras e guarda-sol em uma barraca na praia. Johnny afirma que o atendente estabeleceu inicialmente o valor de R$ 50, que seria isento caso houvesse consumo de petiscos. Contudo, por volta das 16h, o funcionário teria alterado o valor: "Já são quatro horas da tarde, vocês não consumiram nada. Não vai ser mais R$ 50, vai ser R$ 80."
Ao recusar o novo preço, Johnny afirma ter sido agredido. "Não, 80 reais eu não vou pagar. Vou pagar os R$ 50, que foi o valor combinado", teria dito o personal trainer antes de o funcionário arremessar uma cadeira contra ele. O turista relata que, em instantes, cercas de 15 a 20 vendedores cercaram o casal.
“Ele jogou a cadeira, eu defendi com os braços, e outro já me deu um murro”, conta Johnny, que aparece com o rosto ensanguentado em registros da confusão. “Era tanta pancada, tanto soco, tanto pontapé. Eu pedia pra eles pararem”, relata.
Durante o ocorrido, Cleiton gritou pedindo para chamarem a polícia e buscou refúgio em um carro de salva-vidas, mas a ajuda foi negada. Ele relata que a resposta inicial foi negativa: “Não, no, nós não temos nada a ver com isso. Nosso negócio é afogamento”. Johnny descreveu momentos de desespero e que mesmo na carroceria do veículo, as agressões persistiram com socos e arremesso de areia.
O casal também aponta que o crime teve motivação preconceituosa. Cleiton afirma ter ouvido a frase: “Viado tem que tomar porrada mesmo”. Johnny reforça a tese: “Teve motivação homofóbica, sim”.
VERSÕES DIVERGENTES E INVESTIGAÇÕES
Por outro lado, envolvidos no episódio divulgaram vídeos negando a homofobia e alegando que os turistas estavam embriagados. “Estavam com quantos litros de uísque? Dois litros”, questionou um dos homens. Cleiton rebateu a acusação: “Nós não estávamos embriagados. Mas, mesmo que estivéssemos, nada justificaria”.
Erivaldo dos Santos, o funcionário da barraca, alega ter agido em legítima defesa após ser agredido primeiro. “Ele me deu um mata-leão”, afirma. Outro presente no local sustenta que Johnny teria dado um tapa no rosto de Erivaldo ou no cardápio. O turista nega: “Eu não bati no cardápio, não avancei, não dei mata-leão. Eu não sei lutar”.
A Associação de Barraqueiros de Porto de Galinhas, por meio de sua advogada, manifestou-se com cautela. “Não dá pra definir quem falou o quê. São versões, são lados, e a investigação precisa concluir isso”, declarou.
A Polícia Civil de Pernambuco já colheu depoimentos de 14 pessoas. O caso segue sob investigação para determinar as responsabilidades criminais de cada envolvido.
*Com informações do G1
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