"Temos que ter maturidade para enfrentar e achar mais aquilo que gera convergência entre nós e diminuir a polarização política, porque ela é nociva e ela estimula o ódio e a intolerância", declarou em almoço com empresários promovido pelo Lide.
Ele comparou as diferenças políticas a torcidas de futebol: "Essa polarização política impede a reflexão racional, e o Brasil continua como se nós tivéssemos um grande estádio de futebol com duas torcidas. Cada torcida vendo quem grita mais alto, para ver quem é mais ouvido e, onde todo mundo grita, ninguém conversa".
Edinho voltou a defender uma regulamentação do uso de inteligência artificial (IA) nas eleições e afirmou que o pleito de outubro se dará em um ambiente de desarranjo internacional.
"O que acontece no Brasil é reflexo desse desarranjo internacional que estamos vivenciando, muito dinamizado pelo fenômeno do século XXI, que é a internet, as redes sociais, a popularização da comunicação e da produção de conteúdo", disse. "Esse é o ambiente que vamos enfrentar nas eleições de 2026, um ambiente de descrédito da democracia representativa".
O petista, no entanto, afirmou que a IA pode ser usada para aumentar a produtividade. "Nós não vimos ainda a ponta do iceberg da inteligência artificial, o impacto dela no parque produtivo mundial. Evidente que nós vamos aumentar a nossa capacidade de produção utilizando cada vez menos mão de obra no sistema produtivo", falou.
Projeto de País
Edinho Silva defendeu ainda que o Brasil tenha "maturidade política" para construir um projeto de País e citou necessidades como desenvolvimento de terras raras, segurança pública, investimento em educação e uma reorganização da indústria.
"Nós deveríamos ter maturidade política para construir uma agenda para o Brasil. Uma agenda que enfrentasse, por exemplo, o debate das nossas reservas de terras raras. Vamos continuar sendo exportadores de metais raros ou vamos aproveitar que hoje, no conhecimento que se tem, somos a segunda reserva de metais raros do mundo?", questionou.
Edinho se disse favorável à realização de parcerias e tecnologias para desenvolver o setor de terras raras. Já na área de segurança, Edinho repetiu a necessidade de investimento em inteligência e em tecnologia para combater o crime organizado "institucionalizado".
"Segurança pública tem que ser mais que letalidade policial, tem que se investir em tecnologia. E hoje nós temos tecnologia para que a gente ofereça segurança à população nos territórios por meio de monitoramento, que a gente invista na carreira dos policiais, para que a gente tenha policiais valorizados, para que a gente melhore a nossa tecnologia de enfrentamento ao crime organizado", disse.
(Com Agência Estado)
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