"Tudo tem que ser feito com muito diálogo. Ninguém é candidato contra a vontade, esse cenário não existe. As pessoas são candidatas quando elas querem muito disputar um projeto político, e é esse o respeito que nós temos pelo Fernando Haddad", disse Edinho a jornalistas, após participar de almoço do grupo empresarial Lide, na capital paulista. Ele também destacou que a chance "é zero" de haver hoje qualquer crise entre Lula e Haddad.
O presidente nacional do PT disse que o atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, é outro quadro importante, e "querido" por todos, mas que só irá concorrer ao cargo que desejar. "Eu pessoalmente sou admirador dele enquanto pessoa e do trabalho que ele tem feito. E tenho dito que o vice-presidente Geraldo Alckmin será candidato àquilo que ele quiser", disse Edinho. Ele relembrou que durante a cerimônia de comemoração dos 46 anos de fundação do PT na Bahia, realizada no final de semana, o nome de Alckmin só não foi mais aplaudido que o do próprio presidente Lula.
Nesse sentido, Edinho lembrou da senadora Simone Tebet (MDB), reforçando que ela teve um papel muito importante nas entregas econômicas do governo até aqui. "Tem sido uma ministra excepcional, uma liderança importante para a economia brasileira e vamos dialogar com ela com muito respeito e carinho."
O presidente do PT ainda reforçou que o prazo final para descompatibilização dos atuais cargos visando a disputa eleitoral é no início de abril e que, por isso, espera que, até o final de março, haja maiores definições sobre o papel de cada liderança no pleito de outubro.
Cuba e Venezuela
Questionado sobre a atual situação na Venezuela, após o sequestro do então presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, no início do ano, Edinho disse que qualquer solução passa pelo respeito à soberania do povo venezuelano.
"Nós queremos o mesmo para Cuba, que não haja intervenção externa e que o povo cubano possa decidir o seu futuro. É claro que nesse momento, Cuba vive uma situação emergencial humanitária, ou seja, a situação em Cuba é gravíssima. Toda manifestação e solidariedade internacional, toda solidariedade internacional é fundamental", disse o presidente do PT, reforçando que a saída só pode ser diplomática.
(Com Agência Estado)
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