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Brasil Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026, 17:27 - A | A

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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026, 17h:27 - A | A

RECUO INTERNACIONAL

Nos EUA, Flávio Bolsonaro recua e retira trecho em que se declarou presidente eleito do Brasil

Em nova versão de carta divulgada nos Estados Unidos, senador se apresenta como “líder do Brasil”, mas mantém acusações de fraude eleitoral e perseguição política contra a família Bolsonaro

CONTEÚDO METRÓPOLES

REPRODUÇÃO

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) retirou da carta divulgada nesta quarta-feira (28) o trecho em que se declarava o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Na nova versão do documento, publicada após a chegada dele aos Estados Unidos com a família, o parlamentar passou a se apresentar como “líder do Brasil”.

A primeira versão da carta foi divulgada após o desembarque do senador no país norte-americano, acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. No texto inicial, Flávio se dirigia aos brasileiros e à comunidade internacional como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

Apesar da alteração, o senador manteve as críticas ao resultado das eleições presidenciais de domingo (25) e voltou a alegar fraude eleitoral, sem apresentar provas que sustentem as acusações no documento.

Na carta, Flávio questiona a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% obtidos pelo senador, segundo os números apresentados na reportagem do Metrópoles.

O parlamentar atribui supostas irregularidades eleitorais a uma decisão judicial que estendeu o horário de votação. Também afirma que a chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin (PSB) teria cometido abuso de poder político e econômico durante a campanha e defende a cassação dos dois.

As declarações são acusações feitas pelo senador e não representam comprovação de fraude ou de irregularidades eleitorais.

Flávio também critica integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem atribui perseguição política contra ele e a família. Na carta, afirma que as medidas judiciais teriam o objetivo de silenciar opositores e impedir sua atuação política.

O senador afirma que não pretendia deixar o Brasil, mas decidiu viajar com a família para os Estados Unidos por considerar que estaria mais seguro no exterior. Ele nega ter fugido do país e diz que pretende exercer a liderança da oposição a partir do território norte-americano.

Flávio também agradece ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei, pela acolhida. No documento, sustenta que deixou o Brasil para continuar sua atuação política sem o que classifica como perseguição judicial.

Para justificar a decisão, cita figuras históricas que atuaram politicamente fora de seus países, como Rui Barbosa, Charles de Gaulle e José Martí. Também menciona opositores venezuelanos, entre eles Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado.

Na versão atualizada da carta, Flávio afirma que pretende se dirigir regularmente aos brasileiros e apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição. Ele também pede que parlamentares e governadores aliados continuem atuando politicamente no Brasil.

O senador diz que pretende utilizar meios pacíficos e legítimos para reunir apoiadores e impedir, segundo sua avaliação, que o governo Lula consolide o que chama de regime ditatorial.

A mudança no texto ocorre poucas horas após a divulgação da primeira versão, na qual Flávio havia se apresentado como o “verdadeiro presidente eleito”. Na nova redação, ele adota a expressão “líder do Brasil”, mas mantém o discurso de contestação do resultado eleitoral e as acusações contra instituições brasileiras.

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