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Brasil Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026, 16:43 - A | A

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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026, 16h:43 - A | A

JÁ NA ERA MILEI

Empresa investigada por lavagem de dinheiro na Argentina transportou Flávio aos EUA

Baires Fly S.A. é alvo de apuração na Argentina por suspeita de lavar recursos de suposto esquema de corrupção envolvendo contratos públicos de medicamentos

CONTEÚDO METRÓPOLES

REPRODUÇÃO/ METRÓPOLES

FLAVIO BOLSONARO NOS EUA JATINHO.jpeg

A empresa Baires Fly S.A., proprietária do jatinho utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para viajar da Argentina aos Estados Unidos, é investigada pela Justiça argentina por suspeita de lavagem de dinheiro. A apuração envolve um suposto esquema de corrupção na Agência Nacional de Discapacidade (Andis), órgão público do país.

Segundo reportagem do Metrópoles publicada nesta quarta-feira (28), Flávio deixou a Argentina na noite de terça-feira (27) a bordo de um avião Gulfstream G400. Antes de chegar aos Estados Unidos, a aeronave fez uma escala no Equador. O senador viajou acompanhado da esposa e das filhas.

De acordo com informações confirmadas pelo governo argentino, Flávio entrou no país pela fronteira da província de Misiones às 22h50 e embarcou novamente às 23h30, no avião da empresa investigada.

O caso apurado na Argentina envolve suspeitas de direcionamento de contratos públicos, simulação de concorrência, sobrepreço na compra de medicamentos e pagamento de propinas. Segundo a acusação do Ministério Público Fiscal, as irregularidades teriam ocorrido em 2025, durante o governo do presidente Javier Milei.

Um dos nomes centrais da investigação é Diego Spagnuolo, ex-advogado de Milei e ex-diretor da Andis. Áudios atribuídos a ele, divulgados em agosto de 2025, teriam revelado supostas cobranças de propina relacionadas a contratos de medicamentos. As gravações também mencionariam Karina Milei, irmã do presidente argentino e secretária-geral da Presidência.

Conforme a acusação, a distribuidora Suizo Argentina e outras empresas teriam sido beneficiadas pelo esquema. Parte dos recursos públicos supostamente desviados teria sido destinada a pagamentos ilegais.

A investigação também busca esclarecer transferências de dinheiro feitas por empresas distribuidoras de medicamentos à Baires Fly S.A. Os investigadores suspeitam que a companhia tenha sido utilizada para lavar recursos provenientes do esquema.

Segundo a acusação, a empresa teria emitido notas fiscais referentes a supostos serviços de transporte aéreo para justificar os valores recebidos.

O caso tramita na Justiça Federal criminal de Buenos Aires e ainda está em fase de investigação. Até o momento, as suspeitas relacionadas à Baires Fly S.A. não equivalem a uma condenação judicial.

Não há, nas informações apresentadas pela reportagem, indicação de que Flávio Bolsonaro seja investigado nesse processo argentino. A relação mencionada é o uso de uma aeronave pertencente à empresa investigada para realizar o trajeto entre a Argentina e os Estados Unidos.

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