"O único candidato a presidente metido até o último fio de cabelo no escândalo do Banco Master é Flávio Bolsonaro. Este precisa ter o sigilo quebrado e os dados divulgados antes do dia 4 de outubro", escreveu Jandira no X.
A parlamentar afirmou que o julgamento de Moraes não está dissociado da disputa eleitoral e atribuiu motivação política à divulgação seletiva de informações e às quebras de sigilo do caso Master. Para ela, a Corte pode sair fortalecida da crise ou "chafurdar na lama".
"O STF tem a oportunidade de reforçar seu papel ou chafurdar na lama que o bolsonarismo espalhou em seus gabinetes. Dia de aguardar que, como após aquele dia 8, o Supremo saia maior e mais forte. Pelo bem da sociedade, da Constituição e da democracia", afirmou.
O ex-deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) também afirmou que a abertura de uma investigação contra Moraes ganhou dimensão eleitoral. Segundo ele, o episódio está sendo utilizado para desviar o foco das suspeitas que envolvem Flávio.
"O espetáculo foi montado pela grande mídia e pela opinião publicada. Abrir uma investigação contra ministro do STF. Isto se sobrepõe ao fato de que estamos a 20 dias da eleição", escreveu. Valente acusou ainda o ministro André Mendonça de esconder por três meses a existência da investigação contra Flávio por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A deputada federal e candidata à reeleição Talíria Petrone (PSOL-RJ) repercutiu uma declaração do ministro Flávio Dino durante a sessão. "'Esse é o momento mais corrupto na história da magistratura do Brasil.' Flávio Dino dando a letra sobre o problema estrutural do Judiciário", publicou.
O plenário do STF analisa se devem ser aprofundadas as investigações sobre a relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A apuração tem como base mensagens e documentos encontrados pela Polícia Federal no celular de Vorcaro.
(Com Agência Estado)
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