Um brasileiro e dois paraguaios foram identificados pela Polícia Civil como os três ocupantes que morreram na queda de um avião bimotor, na manhã de quinta-feira (10), na zona rural de Água Boa (744 km de Cuiabá).
A identificação foi possível a partir da reconstituição do trajeto realizado pela aeronave, da análise de imagens de câmeras de segurança que registraram o embarque e do contato dos investigadores com familiares dos ocupantes.
Apesar do reconhecimento, a identificação oficial das vítimas ainda depende da conclusão dos exames periciais realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
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HISTÓRICO DA AERONAVE
Paralelamente à identificação dos mortos, a Polícia Civil investiga as circunstâncias do voo e a possibilidade de a aeronave ter sido utilizada em uma operação relacionada ao tráfico internacional de drogas.
Segundo a investigação, o avião possui histórico de envolvimento em um processo criminal relacionado ao tráfico de drogas. A aeronave chegou a ser apreendida anteriormente e, posteriormente, foi colocada à venda em leilão judicial.
Cerca de quatro meses antes da queda, o avião teria sido adquirido pelo atual proprietário por um valor considerado elevado pelos investigadores. A polícia apura a origem dos recursos utilizados na negociação, que teria sido realizada parte em dinheiro e parte com um veículo de alto valor.
O automóvel utilizado na transação já teria sido registrado anteriormente em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas.
Outro elemento analisado pelos investigadores é a situação irregular da aeronave. Conforme a apuração, o avião não possuía registro para operar regularmente no Brasil e teria decolado de Goiânia sem autorização, documentação válida ou plano de voo aprovado.
A Polícia Civil também investiga a possível rota internacional da aeronave. Entre as hipóteses levantadas está o deslocamento para um país vizinho, com possível destino à Venezuela.
Familiares de um dos ocupantes teriam informado aos investigadores que ele havia mencionado uma viagem para o país.
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OCUPANTES TAMBÉM SÃO INVESTIGADOS
A situação dos passageiros também faz parte da apuração. Segundo a Polícia Civil, um dos ocupantes possuía pendências judiciais no país de origem e teria restrição para deixar o território nacional.
Os investigadores avaliam esses elementos em conjunto com a forma como a aeronave foi adquirida, as condições irregulares do voo e o histórico do avião para verificar se havia relação com o transporte internacional de entorpecentes.
Até o momento, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a aeronave poderia ser utilizada para o tráfico internacional de drogas, mas as circunstâncias ainda estão sendo apuradas.
As investigações estão em fase final e aguardam a conclusão dos laudos da Politec, especialmente os exames necessários para a confirmação técnica da identidade das vítimas.
A Polícia Civil continua analisando os elementos reunidos para esclarecer a origem, o destino e a finalidade do voo, além das circunstâncias que provocaram a queda da aeronave.
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