A Procuradoria denunciou o médico por abandono de cargo eletivo. Agora, o pedido do Ministério Público será encaminhado à Câmara do município, que deve votar o recebimento da denúncia. Se a denúncia for recebida, os vereadores decidirão se o vice-prefeito será cassado.
O Estadão procurou Einart Guedes, a Santa Casa de São Paulo e prefeitura de Lagoa dAnta, mas não houve retorno.
No início de março, Einart Guedes matriculou-se na residência em Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa. A residência médica é um curso em período integral, com carga horária é de 60 horas semanais.
Embora tenha se matriculado em um curso com dedicação exclusiva, ele não renunciou ao cargo político. Ao invés disso, passou a articular a aprovação de uma medida que lhe permitisse acumular o cargo ao mesmo tempo que estivesse em São Paulo.
Para tanto, a prefeitura criou um novo tipo de licença aos gestores locais. A medida estendeu o prazo da licença para tratar de interesses particulares do prefeito e do vice. O prazo desse tipo de licença passou de noventa dias para até dois anos.
Ao encaminhar a proposta à Câmara Municipal, o prefeito João Paulo Lopes (MDB), que assina o texto, não esclareceu que o principal beneficiado com a medida é o vice-prefeito, que também é seu primo.
Para o Ministério Público do Rio Grande do Norte, Einart Guedes ausentou-se do território de Lagoa dAnta sem autorização prévia dos vereadores, o que é vedado por lei.
Segundo o MP-RN, Einart só solicitou a licença em abril, após a aprovação do prazo estendido. Naquele momento, o vice-prefeito já havia deixado a cidade potiguar há pelo menos um mês, configurando abandono de cargo público.
(Com Agência Estado)
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