"Está todo mundo pensando que os conflitos vão se agravar e todo mundo quer mais armas, todo mundo quer mais bomba atômica, todo mundo quer mais drones, todo mundo quer aviões de caça cada vez mais caros", disse Lula. "São apenas cinco pessoas que poderiam fazer uma convocação, fazer uma teleconferência. Não precisaria ninguém correr risco, ninguém ser atacado por drone à noite, ninguém ser vítima de mísseis."
O presidente questionou se a prioridade da comunidade internacional deve ser a produção de armamentos cada vez mais sofisticados ou o aumento da produção de alimentos, da distribuição e da renda da população para garantir a segurança alimentar. Lula argumentou que, caso os US$ 2,7 trilhões gastos globalmente no último ano com armamentos e conflitos fossem distribuídos entre os 630 milhões de pessoas que enfrentaram fome no mundo, seria possível repassar cerca de US$ 4.285 para cada indivíduo, valor que, segundo ele, demonstraria que o problema da fome poderia ser enfrentado caso houvesse maior prioridade política.
Lula afirmou que o cenário internacional tem sido marcado por uma escalada na corrida armamentista diante do temor de agravamento de conflitos. "Fico emocionado em saber que a fome mexe muito pouco com coração dos governantes do mundo", declarou.
(Com Agência Estado)
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