A chamada Lei do Combustível do Futuro já prevê, no cronograma obrigatório de mistura, a elevação para 16% em março deste ano.
A formalização depende, contudo, do aval do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A próxima reunião do colegiado está prevista para este mês.
O manifesto é assinado pelo presidente da Frente do Biogás e Biometano e coordenador da Coalizão pelos Biocombustíveis, deputado Arnaldo Jardim; pelo presidente da Frente do Biodiesel, deputado Alceu Moreira; e pelo presidente da Frente Agropecuária, deputado Pedro Lupion.
"A elevação da mistura para o B16 é absolutamente necessária neste momento de instabilidade internacional. Cada ponto percentual adicional de biodiesel reduz a necessidade de importação de diesel fóssil, diminui a exposição cambial, amplia a segurança energética e fortalece a produção nacional", diz o grupo de parlamentares.
Em agosto do ano passado, começaram a valer em todo o território nacional as novas misturas de biocombustíveis aprovadas pelo CNPE. Houve aumento da adição de biodiesel no diesel de 14% para 15% (B15). O cronograma na lei previa a medida já em março de 2025, mas acabou sendo atrasado devido a preocupações com a inflação de alimentos.
"Avançar para o B16 representa uma resposta imediata à escalada dos preços internacionais e à instabilidade no fornecimento global. Além de reduzir a dependência externa, a medida gera efeitos positivos na cadeia produtiva nacional, estimula a indústria instalada, fortalece o campo e amplia a circulação de renda no interior do país", avaliaram os parlamentares.
(Com Agência Estado)
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