Segundo a Ipsos-Ipec, a avaliação positiva permanece estável, enquanto o avanço da percepção negativa ocorreu principalmente com a redução do grupo que considerava a administração regular.
"A pesquisa indica um endurecimento da opinião pública em relação ao governo federal. Embora a avaliação positiva permaneça estável, a avaliação negativa avança impulsionada principalmente pela redução dos que classificavam a administração como regular", afirma a head da Ipsos-Ipec, Márcia Cavallari.
A avaliação positiva é maior entre mulheres, com 36%, ante 28% entre os homens. Também chega a 47% no Nordeste, 46% entre quem tem renda familiar de até um salário mínimo e 45% entre os eleitores com menor escolaridade. Entre pretos e pardos, 37% consideram o governo ótimo ou bom, ante 25% entre os brancos.
Já a avaliação ruim ou péssima alcança 49% no Sul e 48% tanto no Sudeste quanto no conjunto das regiões Norte e Centro-Oeste. No Nordeste, são 29%. A percepção negativa também é maior entre evangélicos, com 55%, pessoas com ensino superior, com 52%, e brancos, com 51%.
Aprovação e confiança
A maneira como Lula administra o País é aprovada por 42% dos entrevistados e desaprovada por 53%. Em junho, eram 44% de aprovação e 50% de desaprovação. Na rodada anterior, a Ipsos-Ipec já registrava predominância da desaprovação.
A confiança no presidente também apresenta estabilidade. São 40% os que afirmam confiar em Lula, ante 41% em junho. Os que não confiam passaram de 56% para 57%.
A aprovação é maior no Nordeste e entre brasileiros com renda familiar de até um salário mínimo, ambos com 59%. A desaprovação chega a 60% no Sul e a 58% no Sudeste e no conjunto Norte/Centro-Oeste.
A percepção sobre a situação atual da economia ficou mais negativa. Para 45%, a situação econômica do País piorou nos últimos seis meses, ante 41% em junho. Outros 29% consideram que permaneceu igual e 23% percebem melhora.
As expectativas para os próximos meses, contudo, apresentam movimento na direção oposta. A parcela que acredita que a economia estará melhor daqui a seis meses subiu de 36% para 42%. Já os que esperam piora recuaram de 32% para 25%. Outros 24% projetam estabilidade.
A Ipsos-Ipec entrevistou presencialmente 2 mil eleitores em 130 municípios entre 9 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi realizado pela Ipsos-Ipec em sua pesquisa Omnibus mensal.
(Com Agência Estado)
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