"O resultado de ontem terça-feira no STF foi bom, o jogo agora volta ao zero. O foco da campanha do PT agora é desconstruir a imagem do Flávio Bolsonaro", disse ao Broadcast Político.
Questionado se o fato de o julgamento não ter sido concluído, mas adiado, seria ruim para o debate da campanha, Guimarães disse que não. Afirmou que daqui até outubro as discussões voltarão a ser sobre assuntos eleitorais. Por isso, disse, a campanha petista focará em tentar ampliar a rejeição a Flávio.
O ministro também evitou comentar a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira, 16, em entrevista ao podcast Desce a Letra Show, sobre Moraes. Lula disse que o ministro do STF foi importante na defesa à democracia em 2022.
"Eu acho que o Moraes prestou um serviço à democracia. Ele foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição em que eu ganhei e sabe da tentativa que o Bolsonaro fez de destruir a credibilidade da urna eletrônica", disse o presidente.
Guimarães evitou dizer se esse tipo de declaração aumenta a percepção de proximidade de Lula com Moraes. Reforçou sua crença de que a campanha se dará sobre outros assuntos que não a crise do STF.
O STF adiou, na terça-feira, 15, a discussão sobre o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes. O julgamento foi adiado ainda durante a análise de questões preliminares. O ministro Gilmar Mendes defendeu que o pedido contra Moraes fosse julgado junto com um pedido de investigação contra o ministro André Mendonça. Dois ministros, além de Gilmar, seguiram essa posição. Outros quatro votaram no sentido de manter os julgamentos separados. O ministro Flávio Dino pediu vista (ou seja, mais tempo para analisar o caso), o que adiou o julgamento por até 90 dias.
(Com Agência Estado)
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