A plataforma compara respostas dos usuários sobre oito temas com os posicionamentos de candidatos a senador, deputado federal e deputado estadual sobre esses mesmos assuntos.
Os temas são meio ambiente, privilégios políticos, investigação de escândalos, impostos e gasto público, regulação da economia e papel do Estado, segurança pública, legislação trabalhista e apostas pela internet.
Nos casos em que o candidato ainda não respondeu ao questionário na plataforma, são levados em consideração o posicionamento dele em votações como parlamentar ou a posição adotada pela maioria da bancada de seu partido.
A ferramenta não recomenda voto. O objetivo é facilitar o acesso à informação e servir como um ponto de partida para o processo de escolha do voto.
"A mensagem é: se faça representar. Isso significa colocar no Congresso e nas assembleias legislativas alguém que pensa mais ou menos do jeito que você, para quando chegar algum problema, sua visão esteja lá presente", disse o empresário Fábio Barbosa, porta-voz do grupo.
A Coalizão pelo Voto Consciente é uma entidade suprapartidária integrada por organizações da sociedade civil: RenovaBR, Centro de Liderança Pública, Comunitas, Movimento Voto Consciente, Rede Muda Mundo, Transforma Brasil, Rede Nacional de Educação Cidadã, Instituto SIVIS, Instituto Ethos, Pensamento Nacional das Bases Empresariais, Livres, Instituto Rede Mulher Empreendedora, Transparência Internacional Brasil e Movimento Pessoas à Frente.
"O eleitor está acostumado a fazer duas coisas. Pegar fila e fazer lista. E geralmente nas eleições faz a lista na fila da seção eleitoral", disse Rodrigo Cobra, diretor-executivo do RenovaBR. "Queremos que o eleitor chegue na fila com a lista pronta, qualificada e de acordo com o seu pensamento", acrescentou ele.
O questionário apresenta perguntas como se o usuário é a favor da proibição das casas de apostas, se é a favor de menos impostos mesmo se isso levar à redução de serviços públicos. São cinco respostas possíveis: desde concordo totalmente até discordo totalmente.
Também há uma pergunta sobre se políticos devem seguir as mesmas regras que os demais cidadãos para definir quem julga seus processos por crimes.
Neste caso, para os candidatos que não responderam, o sistema considera a posição deles ou dos partidos em três votações na Câmara dos Deputados: PEC da Blindagem, sustação da ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem e ampliação do número de cadeiras de 513 para 531.
A partir desta quarta, a plataforma enviará e-mails para as mais de 19 mil candidaturas ao Legislativo registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), convidando-as a responder o questionário. Os candidatos terão que usar a assinatura digital da plataforma Gov.Br para confirmarem a identidade e evitar falsificações.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.









