Marçal foi condenado à inelegibilidade em fevereiro de 2025 por vender apoio político na campanha de 2024. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele se ofereceu para gravar vídeos divulgando candidatos a vereador por R$ 5 mil.
Ao Estadão, Marçal afirmou que está convicto de que as ações serão revertidas na Justiça.
"Eu, enquanto jurista, tenho convicção nisso, não pensando como polo passivo, né? Mas, pelo fundamento das ações, de onde vêm as ações, acabou vindo de PSOL, de PT, de lugares que provocam essas distrações", diz o influenciador.
Dirigentes do partido informaram à reportagem que a intenção é reverter a condenação de Marçal na Justiça Eleitoral para que ele possa concorrer ao Senado Federal pela sigla.
Segundo Marçal, sua intenção é filiar-se ao União Brasil para "livrar a nação do PT". Ele diz estar "aberto para jogar na posição que mais ajudar o povo".
Pablo Marçal foi candidato à Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2024 e terminou em terceiro lugar, com 1.719.274 de votos (28,14% dos votos válidos).
Ao se oferecer para divulgar os vereadores, ele afirmou que estava "concorrendo em uma eleição desleal" porque não usou dinheiro público enquanto "os 'bonitões' gastam R$ 100 milhões para fazer propaganda enganosa".
O juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1.ª Zona Eleitoral, declarou Pablo Marçal inelegível por abuso de poder econômico e político, uso indevido de meios de comunicação social e captação ilícita de recursos.
A sentença afirma que a oferta feita pelo influenciador "foi levada a sério por candidatos a vereador que efetuaram doações confirmadas pelo requeridos" e teve "potencialidade para macular a integridade do processo eleitoral em razão do efeito que produziram na consciência política dos cidadãos".
Em novembro de 2025, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) aceitou, por unanimidade um recurso apresentado pela defesa de Marçal e rejeitou uma ação que o tornava inelegível no âmbito de um processo ligado a abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024. Apesar da decisão, o ex-coach ainda responde a outra ação que o mantém inelegível.
(Com Agência Estado)
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