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Economia Terça-feira, 03 de Março de 2026, 18:00 - A | A

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Terça-feira, 03 de Março de 2026, 18h:00 - A | A

Auren fecha 4tri25 com lucro líquido de R$ 354,7 mi, revertendo prejuízo obtido um ano antes

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A Auren Energia registrou um lucro líquido de R$ 354,7 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo líquido de R$ 363,6 milhões obtido um ano antes, se considerado o resultado proforma à época, que incorpora os resultados da própria Auren e da AES Energia, que foi adquirida em 2024.

No ano todo, a companhia reportou um prejuízo líquido de R$ 557,9 milhões, maior, portanto, que os R$ 32,7 milhões de prejuízo líquido anotados em 2024, também considerando o resultado proforma para o ano retrasado.

De acordo com o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da companhia, Mateus Ferreira, a linha tem "influência importante do endividamento da companhia". Ele pondera, no entanto, que a dívida está seguindo o que foi desenhado para a aquisição da AES e que segue o processo de desalavancagem da companhia.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) ajustado de outubro a dezembro, por sua vez, foi de R$ 1,01 bilhão, alta anual de 13,5%. Já em 2025, o Ebitda ajustado somou R$ 3,97 bilhões, ampliação de 19,9% frente ao reportado em 2024.

O Ebitda foi influenciado, entre outros fatores, pelo reconhecimento da indenização dos chamados "Investimentos Prudentes" feitos quando ainda se tratava da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no fim do ano passado. No quarto trimestre, este ponto afetou o Ebitda com um acréscimo de R$ 143 milhões.

A receita líquida da companhia no último trimestre do ano passado foi de R$ 3,8 bilhões, ampliação anual de 5,6%. No ano todo, a linha acumulou R$ 13,18 bilhões, crescimento de 17,1% quando comparado ao registrado em 2024.

A Auren encerrou o ano com R$ 19,24 bilhões de dívida líquida, alta anual de 1,7%. Já a alavancagem, medida pela relação dívida líquida por Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, ficou em 4,8 vezes, portanto, menor que as 5,7 vezes de um ano antes, e que as 4,9 vezes do terceiro trimestre do ano passado.

O resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 432 milhões no trimestre comparado a uma despesa de R$ 547,3 milhões no mesmo período de 2024.

Sinergias com a AES

A Auren concluiu a aquisição da AES Brasil no fim de outubro de 2024. No quarto trimestre de 2025, os ganhos com sinergias recorrentes em Pessoal, Material, Serviços de Terceiros e Outras despesas (PMSO) com a incorporação representaram uma economia de R$ 66 milhões. No ano, a mesma linha foi de R$ 278,7 milhões, superando os R$ 250 milhões ao ano projetados anteriormente.

Na frente de ganho de eficiência em ativos eólicos, outro objetivo anunciado pela Auren após a compra, a empresa registrou uma disponibilidade média de 95% nos parques incorporados, um ano antes do planejado.

"Foi uma recuperação bastante expressiva de quase 20 pontos porcentuais de recuperação pós-aquisição, o que era uma meta que nós tínhamos definido que fosse atingida dois anos após a aquisição. Então, junto com a sinergia, nós também tivemos aqui uma surpresa positiva que foi antecipar em um ano essa recuperação da performance dos ativos", afirmou o presidente da companhia, Fabio Zanfelice. Segundo o executivo, a cada ponto porcentual são R$ 20 milhões a mais de receita nos ativos.

Curtailment

Um fator relevante para a companhia em 2025 foi a restrição de geração renovável por razões sistêmicas. Os cortes (ou curtailment) impactaram a companhia em R$ 529,5 milhões, dos quais R$ 451,8 milhões via fonte eólica e R$ 77,6 milhões.

O número foi parcialmente compensado com os ganhos via modulação: foram R$ 195,9 milhões no ano, e a maior fatia se deu no último trimestre de 2025, quando somou R$ 70,4 milhões.

A empresa reforçou, em release de resultados, que aguarda a regulamentação da lei 12.269/2025 de 24 de novembro de 2025, que trata, entre outros fatores, da compensação de parte do curtailment. Uma consulta pública sobre o assunto já foi feita pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

(Com Agência Estado)

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