A declaração ocorreu após o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cancelar o encontro, alegando conflito de agenda. A visita havia sido solicitada pela defesa de Bolsonaro e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.
Na mesma entrevista, Flávio reiterou que sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto "não é novidade" e afirmou que a decisão já havia sido tomada pelo pai, em carta divulgada em dezembro de 2025. "Um precisa do outro e vamos juntos resgatar o Brasil das mãos sujas do PT", disse.
Nos bastidores, a avaliação é de que o encontro entre Tarcísio e Bolsonaro poderia resultar em um gesto público de alinhamento ao projeto presidencial do senador. Segundo a colunista Roseann Kennedy, no Estadão Analisa, o governador optou por evitar a visita justamente para não ser "enquadrado" politicamente pelo ex-presidente.
Na terça-feira, 20, Flávio Bolsonaro já havia verbalizado esse movimento ao afirmar ao jornal O Globo que Tarcísio ouviria de Bolsonaro que sua reeleição em São Paulo é "fundamental para a estratégia nacional" e que uma candidatura presidencial do governador estaria descartada.
Desde que decidiu adiar a visita, Tarcísio passou a ser alvo de críticas de bolsonaristas. O vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo (PL), criticou a decisão do governador e afirmou que faria um esforço para visitar Bolsonaro.
(Com Agência Estado)
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