Flávio chegou aos Estados Unidos por Miami com a família na manhã desta quarta. O senador fugiu do Brasil e descumpriu uma ordem judicial que determinava a entrega de passaportes e a proibição de sair do País.
Ele está sendo investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), que apuram lavagem de dinheiro na sua relação com o advogado Willer Tomaz e pedido de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a realização de "Dark Horse", cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O senador deixou o Brasil dois dias depois de perder a eleição presidencial para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por uma diferença de 4,4 milhões de votos. Desde que o resultado foi anunciado, ele contesta sua derrota e acusa, sem provas, que houve fraude na eleição. Em 2027, o político ficará sem mandato pela primeira vez em 24 anos e vai perder o foro privilegiado.
Ainda nesta quarta, Flávio publicou nas redes sociais uma carta aberta, com teor golpista, em que se opunha, mais uma vez, ao resultado das urnas e se declarava o "verdadeiro presidente eleito" e pretendia liderar a oposição a partir dos EUA. A carta trazia ainda o antigo brasão, usado após a Proclamação da República, com a inscrição "Estados Unidos do Brazil", com z.
Ele apagou a publicação e, momentos depois, postou uma nova versão da carta, dizendo ser "líder do Brasil" e com o brasão atual da "República Federativa do Brasil".
Eduardo e Ramagem estão nos Estados Unidos desde 2025. Eduardo foi ao país, ainda no início do ano passado, onde tentou interferir no julgamento de Jair Bolsonaro pela trama golpista, apelando ao governo americano por sanções ao Brasil. Na época, a gestão de Donald Trump impôs um tarifaço a produtos brasileiros. Pela ação, ele foi condenado pelo crime de coação no curso do processo e condenado a quatro anos de prisão.
No início de outubro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou a prisão do ex-deputado e o nome dele foi adicionado ao Banco Nacional de Mandados de Prisão.
Ramagem fugiu para os Estados Unidos em setembro de 2025, mesmo com a proibição de deixar o País. Em novembro do mesmo ano, sua prisão preventiva foi decretada após a conclusão da sua condenação por participação na tentativa de golpe de Estado. O ex-deputado era diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo de Jair Bolsonaro.
(Com Agência Estado)
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