A investigação identificou situações em que o preço final chegava ao dobro ou ao triplo do combinado no início da corrida.
Para justificar os aumentos, os suspeitos alegavam mudanças no percurso ou demora no trânsito.
De acordo com os investigadores, eles também utilizavam uma ferramenta externa aos aplicativos para calcular os valores cobrados.
As identidades dos suspeitos não foram reveladas. Desta forma, as defesas não foram localizadas.
Um dos episódios apurados envolveu um passageiro do Togo, país da África Ocidental. Em março, após se recusar a pagar cerca de R$ 500 por uma viagem, ele teve as malas retidas. Segundo a investigação, um dos suspeitos admitiu ter ficado com os pertences para pressioná-lo a fazer o pagamento.
As bagagens e os documentos foram encontrados pela Polícia Civil durante o cumprimento de um mandado de busca e devolvidos ao passageiro, que estava em situação de rua.
O caso foi investigado durante cerca de três meses pela Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur).
Batizada de Operação Caronte, a ação também resultou na apreensão de celulares, máquinas de cartão e seis veículos, recolhidos administrativamente pelo Departamento de Transportes Públicos (DTP).
Os seis suspeitos foram presos sob suspeita de extorsão e associação criminosa. Um deles também era alvo de um mandado de prisão temporária.
A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a participação dos envolvidos.
(Com Agência Estado)
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