Janones é o criador do canal, que soma cerca de 3,2 milhões de seguidores, e era usado para mobilizar os apoiadores do presidente Lula. Cueva ainda submeteu o caso para apreciação imediata do plenário da Corte. Pela manhã, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, tinha determinado a derrubada do canal, decisão agora revertida por Cueva.
"Caiu a censura! O canal do exército do Lula fica! O TSE acaba de revogar a decisão de Kássio Nunes Marques, mostrando que ninguém cala a voz de um povo quando ele se une! Que nós não vamos permitir censura no Brasil! Explode! Explode! Porque essa vitória não é minha não! Essa vitória é de vocês! Essa vitória é do presidente Lula! Essa vitória é uma vitória da democracia! Eles aprenderam a lição!", afirmou Janones em um vídeo publicado em seu perfil no X logo após a decisão de Villas Bôas.
Nunes Marques havia suspendido o canal a pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Para o ministro, o canal transmitia "a milhões de pessoas, sob comando único" conteúdos que o TSE já reconheceu como "inverídicos".
Cueva, porém, considerou que as provas apresentadas pela campanha de Flávio eram insuficientes para justificar a suspensão integral do canal. Ele também apontou o uso de mais de uma via processual para obter o mesmo resultado.
(Com Agência Estado)
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