Domingo, 11 de Outubro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Brasil Domingo, 11 de Outubro de 2026, 11:37 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Domingo, 11 de Outubro de 2026, 11h:37 - A | A

CRISE ECONÔMICA

Argentina perde mais de 32 mil empresas durante governo Milei

País acumula 18 meses de queda no número de empregadores formais, enquanto mercado de trabalho perde 121 mil vagas no setor privado em um ano

CONTEÚDO G1

Reprodução

Javier Milei e Flávio Bolsonaro

Mais de 32 mil empresas empregadoras deixaram de constar nos registros da Argentina desde o início do governo do presidente Javier Milei. Em julho de 2026, o país contabilizava 480.067 unidades com pelo menos um trabalhador formal registrado, uma redução de 32.290 em relação a novembro de 2023, último mês da gestão de Alberto Fernández. Os dados foram divulgados pela Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT) e publicados pelo jornal La Nación em reportagem reproduzida por O Globo neste domingo (11).

A retração corresponde a 6,3% do total registrado no fim do governo anterior. A queda também persiste há 18 meses consecutivos. Apenas entre junho e julho deste ano, a Argentina perdeu 948 empregadores registrados.

Na comparação com julho de 2025, a redução foi de 15.475 empresas, equivalente a 3,1%. Já em relação a dezembro de 2025, quando havia 489.749 unidades empregadoras, a diminuição chegou a 9.682 registros nos primeiros sete meses de 2026.

Os números apontam uma deterioração no universo de empresas que mantêm trabalhadores formalizados, em um cenário de dificuldades econômicas e retração do emprego privado.

Número de empresas chega ao menor nível em 19 anos

Segundo Guido Zack, diretor da área de Economia da Fundar, a queda tem intensidade e duração incomuns na série histórica.

O economista afirmou que, para encontrar um número semelhante ao de julho de 2026 — 480.067 empresas empregadoras —, é necessário voltar a julho de 2007.

A redução atual também supera, em velocidade, a observada durante a pandemia de Covid-19. Em fevereiro de 2020, antes do início da quarentena, a Argentina tinha 508.187 empregadores registrados. O número chegou a 486.782 em setembro de 2021, quando atingiu o ponto mais baixo daquele período.

Zack atribui parte das dificuldades enfrentadas pelas empresas à combinação de custos elevados, carga tributária, despesas logísticas e condições de financiamento. Na avaliação dele, esses fatores prejudicam inclusive negócios com produtividade suficiente para competir no mercado.

A SRT, no entanto, faz uma ressalva sobre a interpretação dos dados: a redução no número de empregadores registrados não comprova, isoladamente, o encerramento definitivo de cada empresa. Os números também podem refletir reorganizações, alterações cadastrais, mudanças no quadro de funcionários e modificações na modalidade de contratação.

Mercado de trabalho também perde vagas

A retração no número de empregadores é acompanhada pela diminuição dos postos de trabalho formais no setor privado.

Dados do Sistema Integrado Previdenciário Argentino (SIPA) mostram que o país perdeu 10.814 empregos formais privados em junho, na comparação com maio. Em relação a junho de 2025, a redução chegou a aproximadamente 121 mil vagas.

O total de trabalhadores registrados no setor caiu de 6,216 milhões para 6,096 milhões em um ano.

A tendência continuou em julho. Segundo a Pesquisa de Indicadores Trabalhistas da Secretaria do Trabalho, o emprego recuou 0,03% naquele mês, acumulando sete meses consecutivos de retração. Nos primeiros sete meses de 2026, a queda foi de 0,6%. Na comparação com julho do ano anterior, o recuo chegou a 1,1%.

Os indicadores mostram que a redução no número de empresas empregadoras ocorre paralelamente à perda de vagas formais, embora os dados, por si só, não permitam estabelecer uma relação direta entre cada empresa que deixa os registros e os empregos eliminados.

Atividade econômica recua e previsão de crescimento cai

A economia argentina também apresentou contração em julho. De acordo com o Estimador Mensal de Atividade Econômica (EMAE), do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), a atividade caiu 2,9% em relação a junho, considerando a série com ajuste sazonal.

Na comparação com julho de 2025, a queda foi de 1,4%. Apesar disso, no acumulado dos primeiros sete meses de 2026, o indicador ainda registrou crescimento médio de 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Diante dos resultados, as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) foram revistas para baixo. O Banco Mundial reduziu a estimativa de crescimento da Argentina em 2026 de 3,6% para 2,1%. Para 2027, a previsão passou de 3,7% para 3%.

As estimativas do Relatório de Expectativas de Mercado (REM), divulgado pelo Banco Central da República Argentina, também apontaram uma desaceleração, com projeções de crescimento entre 1,2% e 1,5% para 2026.

Embora setores como energia, mineração, hidrocarbonetos e agronegócio registrem investimentos e expansão, os dados sobre empregadores, vagas formais e atividade econômica indicam dificuldades em outras áreas da economia argentina.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros