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Cidades Domingo, 11 de Outubro de 2026, 17:19 - A | A

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OUTUBRO ROSA

Mato Grosso registra mais de 18,5 mil mamografias em sete meses

Campanha reforça a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero; hospitais estaduais ampliaram consultas e exames em 2026

DA REDAÇÃO

REPRODUÇÃO

Christiano Antonucci - Secom-MT (1).jpg

Mato Grosso registrou 18.567 mamografias entre janeiro e julho de 2026, segundo dados dos sistemas oficiais de informação do Sistema Único de Saúde (SUS). O número foi divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) durante o Outubro Rosa, campanha que alerta para a prevenção e o diagnóstico precoce dos cânceres de mama e do colo do útero.

Em todo o ano de 2025, foram realizados 33.217 exames de mamografia no estado. A SES orienta as mulheres a procurarem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber orientações, realizar exames e acompanhar possíveis alterações.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento bem-sucedido. Segundo o secretário estadual de Saúde, Juliano Melo, quando identificados nas fases iniciais, os cânceres de mama e do colo do útero podem apresentar índices de cura superiores a 90%, conforme a avaliação apresentada pela pasta.

Hospitais estaduais ampliam atendimentos

O Hospital Estadual Santa Casa realizou, de janeiro a agosto deste ano, 3.837 consultas ginecológicas e 3.732 consultas com mastologistas. Entre janeiro e setembro, a unidade também promoveu 1.934 mamografias bilaterais e 2.750 ultrassonografias mamárias, pélvicas e transvaginais, totalizando 4.684 exames de imagem.

Já o Hospital Central de Alta Complexidade, administrado pelo Einstein Hospital Israelita, começou a realizar mamografias em 15 de setembro. Até 5 de outubro, 245 mulheres haviam sido atendidas com o exame.

A unidade também realizou 55 cirurgias de mastologia oncológica entre 10 de junho e setembro. As pacientes são encaminhadas pelo sistema estadual de regulação ou pelo ambulatório do hospital, conforme os critérios de acesso ao atendimento.

Outro serviço é oferecido pelo Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), que completou 20 anos de atuação na área de reabilitação de pacientes com câncer de mama. Atualmente, o setor atende 70 mulheres em fases pré e pós-operatórias.

O centro oferece terapias individuais e em grupo, hidroterapia e sutiãs pós-mastectomia gratuitos para mulheres que passaram pela retirada da mama. Durante outubro, também promove rodas de conversa informativas às quartas-feiras, às 14h30.

Sinais de alerta exigem avaliação médica

O médico Eduardo Garcia de Arruda, responsável pelas áreas de Oncologia Cirúrgica, Mastologia e Ginecologia da Santa Casa, destaca que conhecer o próprio corpo ajuda a perceber alterações que precisam ser investigadas.

Entre os sinais de alerta do câncer de mama estão nódulos ou caroços na mama e nas axilas, mudanças no tamanho ou formato dos seios, vermelhidão, alterações na pele, retração do mamilo e saída espontânea de líquido pelo mamilo, especialmente quando há sangue. Feridas persistentes na região também devem ser avaliadas.

No caso do câncer do colo do útero, sangramento vaginal anormal e dor durante a relação sexual são sinais que justificam atendimento médico.

A presença desses sintomas não significa necessariamente câncer, mas deve ser investigada por um profissional de saúde. A recomendação é procurar atendimento independentemente da idade.

Hábitos saudáveis ajudam na redução dos riscos

Além dos exames e das consultas, hábitos saudáveis podem contribuir para reduzir o risco de câncer de mama. Entre as recomendações estão praticar atividade física regularmente, manter o peso corporal adequado, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e ter uma alimentação equilibrada. A amamentação, quando possível, também é apontada como fator de proteção.

A mamografia pode identificar alterações que ainda não são perceptíveis ao toque, favorecendo o diagnóstico precoce. A indicação e a periodicidade dos exames devem seguir as orientações dos serviços de saúde, considerando a idade, o histórico individual e os fatores de risco.

A Atenção Primária à Saúde é a porta de entrada para orientações, solicitação de exames, entrega de resultados e acompanhamento de pacientes. Quando necessário, as equipes encaminham as mulheres para serviços especializados.

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