Artigos Domingo, 05 de Junho de 2011, 08:00 - A | A

Domingo, 05 de Junho de 2011, 08h:00 - A | A

Sinal verde para a Agecopa

A Agecopa vai plantar 1,4 milhão de árvores em pontos onde existem avançada degradação, ao longo das margens dos rios Cuiabá, Paraguai e São Lourenço, formadores do Pantanal. Relevante decisão ecológica, acrescida de ser sócio-ambiental

MÁRIO MARQUES DE ALMEIDA

 

DIVULGAÇÃO

 

Como o prezado leitor está careca de saber, notícia boa não rende manchetes, não vende jornais e nem dá audiência. Por esse viés, com o público consumidor de informação alimentando e sendo mentado pela morbidez da sinistrose que toma conta do pedaço, fatos positivos passam ao largo e, na maioria das vezes, não entram nas pautas. Quando muito, merecem – e olhe lá! – espaço nos cadernos internos, lá em baixo perto do rodapé.

Infelizmente, até uma máxima curiosa, embora trágica, já se criou a respeito dessa tendência de se priorizar o negativo, a que fala que “avião que aterrissa normalmente nos aeroportos não é notícia, mas o que se espatifa na pista ou cai no trajeto”. Até aí, dá para compreender.

Não dá para entender é que realizações e acontecimentos que possam contrapor aos eventos maléficos que permeiam o cotidiano de todos nós, deixam de ganhar evidência, não recebendo destaque sequer pelo lado da exceção e como exemplos que precisam ser seguidos.

Vejam o caso da área ambiental, um setor onde desgraça pouca é bobagem e fatos ruins abundam no noticiário. Tudo bem, faz parte do ofício não sonegar informação, por piores que sejam. E as boas, como é que ficam?

Também não mereceriam o mesmo tratamento midiático?

Fiz todo esse “nariz de cera” acima, que é um jargão do “jornalistiquês” para exemplificar introdução ao que interessa, para constatar - e lamentar - que um trabalho dos mais louváveis no campo do
meio ambiente, que está sendo empreendido pela Agência de Execução dos Projetos da Copa (Agecopa), ainda que pioneiro no país em termos de cidades que são sub-sedes da Copa do Mundo de 2014, não tenha merecido a devida atenção da nossa “valorosa Imprensa” local.

E que diz respeito sobre o fato de Cuiabá (MT), dentre todas as capitais que sediarão o Mundial de Futebol, ser a primeira a fazer a neutralização de todo o carbono emitido na construção do novo estádio, a Arena Pantanal.

Consistindo no plantio de 1,4 milhão de árvores em pontos onde existem avançada degradação, ao longo das margens dos rios Cuiabá, Paraguai e São Lourenço, formadores do Pantanal. Relevante decisão ecológica, acrescida de ser sócio-ambiental porque agregará nova fonte de renda a cerca de três mil famílias de nove municípios que ficarão encarregadas de fazer o serviço. E mais importante: serão conscientizadas sobre a necessidade de se preservar a mata ciliar.

Em tempo: A iniciativa nasceu de uma parceria entre a Agecopa e o Instituto Ação Verde para frear o assoreamento fluvial e neutralizar a emissão de poluentes”.

Ah, não passa de obrigação do órgão público - pode argumentar, e com razão, o próprio leitor - investir bem o dinheiro público, especialmente quando se trata de recuperar áreas degradadas. Concordo.

Minha implicância é quanto ao fato desse tipo de informação passar em “branco”. Justamente quando o verde está na moda.

Parabéns, Agecopa!

(*) MÁRIO MARQUES DE ALMEIDA é jornalista em Cuiabá e diretor do jornal/site Página Única. - www.paginaunica.com.br E-mail: mario@paginaunica.com.br

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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