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Artigos Terça-feira, 26 de Abril de 2016, 15:40 - A | A

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Terça-feira, 26 de Abril de 2016, 15h:40 - A | A

República do Cuspe

Qual dos nossos bandidos (propineiros, caixas dois e corruptos em geral) é menos bandido?

JOÃO EDISOM

 

 

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João Edisom

 

Quando uma relação termina com ódio, ou ela sequer terminou ou o sofrimento será prolongado. É isto que temos assistido no Brasil desde as famosas passeatas da Copa das Confederações, em junho de 2013. As cusparadas protagonizados por pessoas públicas (Jean Wyllys em Bolsonaro e José de Abreu em um casal) são apenas mais um destes capítulos de dor e melancolia que mostra que o atual poder que perdura há mais de uma década está acabando e ainda vai deixar marcas que o tempo não apagará tão fácil.

 

Em outros tempos já fomos chamados de “república das bananas”, “pátria de chuteiras”, povo com sentimento de “vira latas” e agora vivemos a Era dos dejetos bucais ao vento, não só em forma de baba (liquido), mas de conteúdo verbal em abundância como os de: deputado Jair Bolsonaro saudando um torturador, ou nas verborragias de Lula e família nas gravações grampeadas pela policia federal. A ausência de bom senso, conhecimento e falta de educação há muito já é visto nos movimentos e passeatas organizadas comuns aos nossos dias (educação de baixo nível).

 

As cenas de ódio (muito ódio) das cusparadas, em ambos os casos, foram protagonizadas em resposta a ofensas e a falta de argumento que colocou os oponentes na forma mais primitiva possível (quem for homem cospe primeiro). E embora em ambos os casos estas pessoas são portadoras de diplomas universitários com especializações e reconhecidamente de boa escolaridade, o argumento dos dois lados são sempre dejetos. E por que faltou argumento? Será que o desejo de permanecer no poder ou de arrancar o poder do outro é mais forte que o desejo de evolução, ou a diplomação não tem proporcionado educação?

 

Conceituo educação como conhecimento científico, argumento embasado e gentileza. Estamos sempre nos extremos; ou vamos de “Pátria amada idolatrada salve salve” e “sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor” ao “republiqueta”, “síndrome de vira lata”, “república de bananas”, saudações as torturas, torturadores e regimes totalitários, ou se me fizer ameaçado tome cuspe na cara.

 

O país onde as pessoas confundem coisa pública com propriedade privada fica mais difícil ter discernimento. Estamos cheios destes exemplos. Quem ocupa algum tipo de poder irá ter muita dificuldade de conviver com a transitoriedade do mesmo, processo próprio da chamada democracia. As pessoas não são o poder, apenas estão temporariamente no exercício do poder, e assim deveriam se comportar. Falar isso é tão fácil e bonito. O duro é praticar. Sentimos a dificuldade do desapego. Sarney, Color, FHC e agora de forma bem mais acintosa o Lula estão aí para provar o quanto é difícil deixar (o osso) para outros.

 

Acontece que tal “empoderamento” já chegou às ruas. Ainda mais nestes dias em que a disputa está mais acirrada o argumento é: qual dos nossos bandidos (propineiros, caixas dois e corruptos em geral) é menos bandido? Vivemos os tempos de que corrupto amigo meu não é corrupto, mas sim vítima de perseguição e portanto herói nacional. Bem ao estilo Macunaíma, o herói sem nenhum caráter do romancista Mario de Andrade. Vide Dilma, Lula, Zé Dirceu, Genuíno, Delúbio, FHC, Aécio, Cunha, Renan, Temer e tantos outros. Tem quem o defenda. É inacreditável, mas tem.

 

Tudo isso só prova uma coisa: enquanto não tivermos uma educação de qualidade para todos vamos ter que continuar ouvindo que não somos um país sério. A falta desta educação de qualidade nos leva a graves problemas na saúde, segurança, convivência social, ambiental, na geração de seres humanos além dos “ismos” da vida (sexismo, machismo, racismo e etc.) e principalmente na falta de pessoas com verdadeiro espírito público para gerar e gestar a coisa pública.

 

Não implique, não xingue. Brigue por ideais, não com pessoas. Saiba lidar com as diferenças puramente humanas. Não nascemos todos na mesma família. Não acreditamos nas mesmas coisas. Não vivemos no mesmo meio. Não somos iguais. Não temos os mesmos interesses, mas nos entendemos e isso se chama democracia.

 

Enquanto a dita educação (de qualidade e para todos) não chega para usarmos o argumento no lugar das agressões, tome cusparadas, homenagens e condecorações a torturadores, carrascos e bandidos. Tome idolatria a quem me emprega e satisfaz meus desejos. Linda, recatada e do lar é só mais um adjetivo do velho jeitinho brasileiro de ver, viver e olhar para seu o próprio umbigo à sombra dos empoderados, nada como poder posar de primeira dama do turismo brasileiro. Óh país escarrado e cuspido.

 

*JOÃO EDISOM é Analista Político, Professor Universitário em Mato Grosso e colaborador do HiperNotícias.

 

 

 

 

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Carlos Nunes 26/04/2016

Pois é, se a nossa bisavô estivesse viva, e presenciasse essas cenas do cuspe, na certa diria: Êta, pessoal mal educado! Um ex-presidente da república, nas gravações, conseguiu avacalhar as maiores Instituições Democráticas do país: o Supremo e o Congresso Nacional...chamou os membros do Supremo de acovardados, e os presidentes do Senado e da Câmara de f...; agora chamou num discurso que fez todo o Poder Legislativo de quadrilha legislativa. No momento em que a gente desmoraliza as Instituições Democráticas que nos representam...começa a Anarquia nacional, inverso do que está escrito na nossa bandeira: Ordem e Progresso. Na Câmara, os deputados que votaram no Impeachment, se somarmos todos os votos que cada um teve dá muito mais de 100 MILHÕES DE VOTOS (teria que verificar no TSE quantos Milhões de votos dá o total). Foram os nossos votos, um a um, então...eles nos representam sim. E o nosso representante oficial é o Tiririca, o palhaço, pois constantemente querem nos fazer de palhaços, e muitas vezes conseguem. O Tiririca pode ser palhaço, mas não é bobo...disse um SIM ao Impeachment.

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