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Artigos Quarta-feira, 27 de Julho de 2016, 11:39 - A | A

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Quarta-feira, 27 de Julho de 2016, 11h:39 - A | A

Procura-se um vice

Ninguém quer ser vice de candidato que entra só para marcar posição

JOÃO EDISOM

 

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João Edisom

 

Qual o papel de um vice durante o período eleitoral? Em tempos de eleição, a plantação sobre composição de chapa é enorme. Entre realidades e invenções com interesses nem sempre republicanos, imprensa, marqueteiros, militantes políticos e palpiteiros lançam seus nomes segundo os interesses que os agradam. Fazer sua invenção obter êxito é certeza de sucesso e aumentos dos lucros. Afinal, quem faz propaganda quer ter benefícios.

 

Obviamente todo mundo quer ser vice de candidato favorito. Ninguém quer ser vice de candidato que entra só para marcar posição. E o vice na realidade só tem dois predicados: ou tem muito dinheiro para gastar ou tem muito prestigio e votos para agregar. Quando um candidato desponta como favorito, seja a prefeito, governador ou presidente, não faltam interessados de todos os calibres.

 

No caso de senador os suplentes (primeiro e segundo) entram na mesma lógica. Tanto que o hoje governador Pedro Taques, quando foi candidato ao senado e na pré-campanha, não era favorito de um de seus suplentes, nem se preocupou em ver em qual posição gostaria de ficar, tratou o assunto como algo insignificante. Resultado: quando Taques venceu a eleição os suplentes iniciaram uma briga judicial para ver quem era o primeiro. Já era tarde. Por azar dele, o então senador Pedro Taques vira governador e o primeiro suplente (José Medeiros) assume em definitivo a cadeira por nada mais nada menos que quatro anos.

 

No caso dos candidatos que correm por fora, conhecidos como azarão, vale a frase de Confúcio que falou que “de nada vale tentar ajudar aqueles que não se ajudam a si mesmos”. Já para os favoritos tem mais a ver com Fernando Cruz: “A importância de ter alguém ao nosso lado, é sentida quando estamos, realmente, sozinhos”.

 

Um exemplo disto hoje é a busca pelos vices para prefeitura de Cuiabá. Muitas pessoas querem ser a bola da vez, a noiva do momento. Até adversários de outrora estão desejosos de ser convidados para vice ou do Deputado Emanuel Pinheiro ou do atual prefeito Mauro Mendes só porque estes aparecem na liderança das pesquisas. Enquanto que os demais candidatos com baixa indicação de votos terão dificuldades de encontrar um com disposição em entrar nesta batalha. Lógico que estou falando de um vice qualificado dentro das regras naturais (dinheiro ou prestigio eleitoral).

 

Os pré-candidatos a prefeito no caso de Cuiabá já são conhecidos, mas estes próximos dez dias serão fundamentais, pois a escolha dos seus vices entrarão em pauta não só na capital mato-grossense, mas como em todo o Brasil. Portanto, esteja você onde estiver, faça suas apostas. Quem será vice de quem em seu município? Como falou o Marques de Maricá, "a Grécia tinha sete sábios; mas no Brasil, só sete é que não o são". Logo alguém vai acertar.

 

*JOÃO EDISOM é Analista Político, Professor Universitário em Mato Grosso e colaborador do HiperNotícias.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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