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Artigos Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026, 11:25 - A | A

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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026, 11h:25 - A | A

NAIME MORAES

O teatro dos tiranos: Quando a soberania se torna a guilhotina da dignidade

NAIME MÁRCIO MARTINS MORAES

A geopolítica contemporânea vive um paradoxo trágico. De um lado, temos a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que estabelece a liberdade e a vida como valores universais. Do outro, o conceito de Soberania Nacional que tem sido utilizado como um escudo de aço por regimes autoritários para validar a opressão, a tortura e a eliminação de dissidentes, sob o pretexto de que "nenhum país deve interferir em assuntos internos".

O governo existe para servir às pessoas, e não as pessoas para servirem ao governo. A liberdade de escolher a própria fé, o vestuário, a orientação sexual e o direito de ir e vir são extensões da própria existência. Quando um governo, como o do Irã, impõe códigos de vestimenta sob pena de morte ou persegue minorias religiosas, ele não está exercendo soberania; está cometendo um crime contra a humanidade. A vida de um cidadão que se manifesta contra o arbítrio não pode ser moeda de troca para a "estabilidade" de um regime.

No Irã, a teocracia transforma o corpo feminino em campo de batalha; na Rússia, crianças ucranianas são sequestradas sob o pretexto de "proteção". E o que o mundo faz? Emite "notas de repúdio" em papel timbrado, enquanto os tiranos usam essas mesmas notas para limpar o sangue de suas botas.

A soberania tornou-se uma licença para matar. Se você mata um homem dentro de um país democrático, é um criminoso; se você mata milhares sob a bandeira de um Estado totalitário, você é um "chefe de Estado" que exige respeito à sua autodeterminação.

É isso mesmo? A soberania transformada em salvo-conduto para assassinar opositores?

Quem detém o poder pode tudo, sem freios, sem limites, sem justiça?

Não há como ignorar o papel do Brasil nesse tabuleiro de sombras. Sob o governo Lula, a política externa brasileira deixou de ser pragmática para se tornar sentimentalmente ligada a déspotas. É vergonhoso ver a diplomacia brasileira "entender" as razões de Putin, estender tapetes vermelhos para o ditador Nicolás Maduro, tratando a destruição da democracia venezuelana como uma "narrativa" e silenciar diante das atrocidades de Daniel Ortega na Nicarágua, onde até freiras são perseguidas. Lula posa de pregador da paz nos palanques, mas na prática, estende o ombro cúmplice ao Irã e à China, esses mesmos regimes que financiam o terrorismo global, esmagam, humilham e torturam seus dissidentes sem pudor.

Com um cinismo repugnante, o presidente Lula aplaude e exalta o governo chinês por censurar e vigiar a internet como um tirano digital. É o "companheirismo" ideológico podre de Lula, que faz vistas grossas ao choro das mães cubanas, à fome dos famintos em ditaduras africanas e ao banquete dos corruptos em seus palácios, enquanto o povo é moído, segregado e exterminado pela engrenagem estatal. Para o lulismo em Brasília, a dignidade humana é um luxo descartável quando o algoz é um "amigo do peito" da esquerda caviar.

Ah, onde andam os nobres "defensores da humanidade"? A ONU e suas agências charmosas, esses clubes de debates cinco-estrelas, onde as vítimas são mera estatística decorativa em relatórios polidos. Parece que estão fazendo “vista grossa" ao sofrimento dos oprimidos com maestria, ocupadíssimos em não magoar os delicados tiranos que, convenientemente, bancam suas sedes luxuosas. E cadê as bravíssimas defensoras dos direitos das mulheres, que fingem demência diante das iranianas exaustas de véus e vestes humilhantes? Elas, que rasgam o hijab arriscando a própria vida em nome da liberdade, não recebem nem uma notinha de apoio. Que omissão "criminosa". Parabéns pela imparcialidade seletiva!

A omissão internacional não é mera incompetência; é cumplicidade descarada, um pacto diabólico com o mal! Ao curvar-se à Rússia, China e Irã, que ditam as regras do jogo como senhores feudais, a ordem global decretou a falência moral da humanidade inteira.

Essas nações pisoteiam cada vírgula da Carta dos Direitos Humanos, transformam o mundo em arenas romanas modernas. No tempo antigo, o povo aplaudia enquanto gladiadores eram despedaçados até morrer no Coliseu. Hoje, o estádio não faz falta: a crueldade segue forte, e as multidões só rolam o feed nas redes sociais, assistindo o horror passar. Que espetáculo trágico e "civilizado", não é mesmo?

O mais alarmante é que o modelo de "mão de ferro" está seduzindo líderes em democracias, que sonham em se perpetuar no poder como semi-deuses, ignorando leis em nome de uma "ordem" fabricada. Líderes como Lula afagam esses tiranos opressores, exportando o autoritarismo como um vírus luxuoso que contamina massas; mas nada, absolutamente nada, pode prevalecer sobre a liberdade! A soberania pertence ao povo, não ao déspota cujos dias estão contados; até os mais cruéis caem, pois DEUS está acima de todos, e os maus hão de responder por seus atos nefastos.

Nunca devemos nos limitar a assistir a opressão com indiferença diplomática, enquanto mulheres, crianças e idosos são destruídos. A "dignidade humana" não é apenas uma frase vazia em livros. Tudo é lícito em nome da soberania? Não! Devemos chorar com os que choram e nos alegrar com os que se alegram, como ensina a Bíblia (Rm 12:15), levantando-nos contra a tirania. O povo é soberano, a liberdade é invencível, e DEUS julgará os opressores: eles podem reinar por um tempo, mas sua hora chega, e a justiça eterna prevalecerá.

(*) NAIME MÁRCIO MARTINS MORAES é Advogado e Professor Universitário.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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