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Artigos Segunda-feira, 21 de Julho de 2014, 15:26 - A | A

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Segunda-feira, 21 de Julho de 2014, 15h:26 - A | A

Merecia ser melhor

Nossa história está sendo sepultada sem que ninguém se preocupe em deixa-la registrada...

EDUARDO PÓVOAS




Mayke Toscano/Hipernotícias

Chego à cidade após um final de semana longe dos noticiários, e leio com muita tristeza o falecimento do saudoso e queridíssimo Rubens dos Santos, conhecido por muitos como Rubens Baracat, figura importantíssima no cenário esportivo do nosso estado.

Encontrei-me meses atrás com o “Velho Guerreiro” apelido carinhoso que lhe deu a torcida do chicote da fronteira, o Clube Esportivo Operário Várzea-grandenses sua maior paixão, em uma das praças da nossa cidade. Tive o prazer de, por alguns minutos, conversar com essa figura lendária.

“Puxei” sua língua para saber algumas coisas que nunca vieram a público sobre seu clube, pois Rubens foi uma enciclopédia do futebol de Mato Grosso, antes e pós-divisão.

Infelizmente o “Velho Guerreiro” estava com pressa e conversamos muito pouco. Pedi seu telefone e perguntei se ele me receberia para uma conversa que eu gostaria de gravar, pois sabia eu que muita coisa ficaria sabendo, desde que ele quisesse abrir seu coração.

Colocou sua residência à minha disposição e disse que tomaríamos um café para podermos “prosear” por muitas horas.

Infelizmente esse momento não chegou. Não por culpa do Velho Guerreiro, mas exclusivamente minha que adiava seguidamente esse momento que poderia me trazer muito conhecimento e prazer. Quem o conheceu sabe que um papo com Rubens valia muito mais que muita coisa nesta vida.

É mais um que se foi, é mais um que tenho certeza, não mereceu a atenção e a valorização das autoridades deste estado no sentido de deixar para a posteridade tudo que sabia da nossa terra, da nossa gente e principalmente, do nosso futebol.

Como Ranulpho Paes de Barros, Lenine de Campos Póvoas, Macário Zanagape, e muitos outros, a nossa história está sendo sepultada sem que ninguém se preocupe em deixa-la registrada para que os jovens e os migrantes saibam que a história da cultura e do esporte deste estado não começou dentro da Arena Pantanal.

Iguais a estes, outros tantos, ainda vivos, deveriam gravar, se as autoridades se interessarem, documentários sobre as diversas áreas que dominam. Os segmentos sociais e as novas gerações agradeceriam e muito, essa decisão.

Merecia Rubens dos Santos, Rubens Baracat ou o “Velho Guerreiro” um destaque maior e mais justo na data do seu passamento. Sei, pois convivi muito com ele no velho Dutrinha, que a torcida do Chicote da Fronteira está triste. E deve ficar sim, pois perdeu uma das maiores bandeiras do clube, senão a maior!


* EDUARDO PÓVOAS é odontólogo cuiabano pós-graduado pela UFRJ

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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