Janeiro chega carregado de expectativas.
A sensação de que agora vai e de que basta virar a página do calendário para algo dentro da gente também se alinhar, chega junto com a virada do ano. Só que os fogos se apagam..
A verdade é simples e pouco dita: a direção só é bem programada, para quem sabe de fato onde está, hoje.
Existe uma linha muito sutil entre visão e fuga. Entre planejar e se distrair.
Às vezes, o futuro vira um lugar confortável demais, um “depois” onde tudo se ajeita. Lá, a vida melhora, as relações fluem, o cansaço passa.
Quando o planejamento serve apenas para evitar o agora, ele deixa de ser ferramenta e vira distração emocional.
Ficar pensando no que vem pode ser inspirador e também pode ser uma forma elegante de não lidar com o que está pedindo atenção hoje.
O presente não é um obstáculo ao futuro. Ele é o chão onde o futuro se constrói.
Toda decisão que realmente sustenta o amanhã começa com um passo possível agora, não com um plano perfeito, mas distante.
Planejar com maturidade é incluir o presente na equação. É perguntar: “O que, hoje, já precisa de presença, cuidado e ajuste para que o futuro seja mais leve?”
Sem isso, o amanhã vira apenas promessa.
(*) CAROLINA AMORIM é Educadora Parental e Mentora de Famílias | Especialista em Desenvolvimento Humano.
Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br
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