Artigos Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011, 07:30 - A | A

Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011, 07h:30 - A | A

Feirante, guerreiro do dia a dia

Em Cuiabá, a primeira feira livre ocorreu na década de 50. A feira era realizada na Avenida Generoso Ponce, hoje Isaac Póvoas, aos sábados, em frente do Mercado Miguel Sutil. Depois, mudou-se para Rua 13 de junho, em frente ao SESC Arsenal ...

DILEMÁRIO ALENCAR

Divulgação

No dia 25 de agosto comemora-se o dia do feirante. A data é comemorada em virtude da realização da primeira feira livre do Brasil, ocorrida no Largo General Osório, na cidade de São Paulo, no ano de 1914.

Essa história começa com um grupo de chacareiros da época, a maioria deles imigrantes portugueses, que sem saber o que fazer com os produtos que restavam das vendas realizadas nos empórios e quitandas, decidiram procurar a prefeitura para pedir apoio para comercializar seus produtos diretamente para os consumidores a preços mais baixos, assim, surgiu a experiência da primeira feira livre. O sucesso foi tão grande que persiste até os dias de hoje.

Em Cuiabá, a primeira feira livre ocorreu na década de 50. A feira era realizada na Avenida Generoso Ponce, hoje Isaac Póvoas, aos sábados, em frente do Mercado Miguel Sutil. Depois, mudou-se para Rua 13 de junho, em frente ao SESC Arsenal.

Atualmente, cerca de 1.500 trabalhadoras e trabalhadores exercem a profissão de feirante, representados pela União de Feiras de Bairros de Cuiabá (UFBC). Eles comercializam seus produtos em 50 feiras livres, que são realizadas de terça-feira a domingo em diversos bairros da Capital. Os direitos, deveres e obrigações dos feirantes estão previstos no Decreto Municipal nº 4.461 de 15 de agosto de 2006, que dispõe sobre o funcionamento das Feiras Livres no Município de Cuiabá.

Os produtos vendidos nas feiras livres são de boa qualidade e, muitos deles, principalmente as frutas, legumes e verduras, geralmente estão fresquinhos, parecem até que foram colhidos na hora. São vendidos também ovos, carnes, peixes, pastéis, caldo de cana, defumados como linguiças, queijos, doces, farinhas, salgadinhos, e até roupas, brinquedos, artesanato, conserto de panelas, entre outros produtos.

Os vendedores das barracas das feiras livres geralmente são pessoas de uma mesma família, pais e filhos, que lutam para o próprio sustento. Os feirantes têm uma vida muito dura, pois a maioria precisa acordar de madrugada para separar os produtos, encaixotá-los, amarrá-los e montar as bancas nas feiras, que costumam atender nas primeiras horas do dia. Também tem feirantes que trabalham no período noturno, para garantir comodidade aos consumidores que trabalham durante o dia.

Para atrair os clientes, os feirantes gritam, demonstrando a qualidade de seus produtos aos clientes ou através de frases engraçadas, brincando com a freguesia, tornando o ambiente bem descontraído e animado. Dentre as frases temos: “Moça bonita não paga, mas também não leva”, “Gostoso não é? Pode experimentar outra vez”, “Aqui é barato, o marido da barata”, “Pega no melão que aqui ele tá bom”.

Feirantes são guerreiros do dia a dia! Fica aqui registrada nossa homenagem a essa valorosa categoria.

(*) DILEMÁRIO ALENCAR exerce atualmente o cargo de Secretário Municipal de Trabalho da Prefeitura Municipal de Cuiabá.

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