Não aquela confiança arrogante de quem pensa saber tudo, mas a confiança serena de quem conhece suas limitações e, ainda assim, decide avançar.
É preciso substituir o “eu não consigo” pelo “vou descobrir como fazer”.
Trocar o “não tenho oportunidade” pelo “vou criar uma possibilidade”.
Mudar o “é tarde demais” por “ainda posso começar”.
Porque a mente pode ser uma prisão ou uma passagem.
Tudo depende daquilo que escolhemos alimentar dentro dela.
É claro que haverá dificuldades.
Elas fazem parte da caminhada.
Haverá dias em que a coragem diminuirá. Haverá momentos de dúvida, fracasso e cansaço. Algumas portas permanecerão fechadas, apesar de nossa insistência.
Mas uma porta fechada não significa que todos os caminhos terminaram.
Às vezes, significa apenas que precisamos procurar outra entrada.
Persistir não é insistir sempre na mesma direção. É não desistir do destino.
Essa talvez seja uma das maiores lições da vida.
Quem deseja conquistar precisa estar disposto a aprender, mudar, corrigir e recomeçar.
A batalha mais difícil, entretanto, quase nunca acontece do lado de fora.
Ela acontece dentro de nós.
É a luta contra o medo.
Contra a insegurança.
Contra a acomodação.
Contra aquela voz silenciosa que insiste em dizer que não somos capazes.
E quando vencemos essa batalha interior, alguma coisa muda.
Não necessariamente o mundo.
Mudamos nós.
Passamos a enxergar possibilidades onde antes víamos apenas obstáculos.
Passamos a reconhecer talentos que estavam adormecidos.
Passamos a compreender que talvez não nos faltasse capacidade; faltava-nos coragem para começar.
Por isso, não espere que o momento perfeito apareça.
Ele talvez nunca apareça.
Comece com aquilo que você tem.
Comece onde está.
Comece pequeno, se for necessário.
Mas comece.
O futuro não é uma coisa pronta esperando por nós.
É uma construção diária.
Cada escolha coloca um tijolo.
Cada esforço acrescenta outro.
Cada erro ensina onde não devemos colocar o próximo.
E assim, pouco a pouco, construímos aquilo que um dia chamaremos de nossa própria conquista.
Não permita que os erros do passado sejam maiores que os sonhos do futuro.
O passado pode ensinar.
Mas não deve comandar.
Ainda existem caminhos que você não percorreu.
Sonhos que não realizou.
(*) WILSON CARLOS FUÁH é escritor, radialista, cronista e observador atento da vida política e social de Mato Grosso, é graduado em Ciências Econômica Fale com o Autor: [email protected]
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